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domingo, dezembro 16, 2007
 
estou em testes para ver se consigo postar alguma coisa depois de tantos meses no silêncio. será?


quarta-feira, fevereiro 07, 2007
 
Na morte de Ezequiel Martínez Estrada

Se o Universo fosse limitado em suas combinações,
Caberia alguma esperança. Mas não há nenhuma.
Por isso lhe dou esta especie de adeus,
Lhe assegurando que no rio dos meus acasos,
E no de muitos como eu,
Há um que foi você.
E é esta a única imortalidade possível:
Que eu já não possa ser como era
Antes de o ter conhecido e querido muito.
Tudo não é mais do que um sopro:
Você, eu, o universo, mas
Já que existiu gente como você,
É provável, bastante provável,
Que tudo isto tenha algum sentido.
Por enquanto já sei: não baixar a cabeça.
Obrigado, e adeus.

R.F. Retamar


 
Caia
Caia eternamente
Caia no fundo do infinito
Caia no fundo de você mesmo
Caia o mais baixo que possa cair.

Vicente Huidobro, Altazor


 
"Sem poder evitar, voltou a mergulhar no terreno pantanoso das lembranças, a se perder no labirinto de uma memória frágil, e voltou a perceber que, quanto mais lembrava sua infância, mas se afastava de si próprio. Vagou um bom tempo de uma lembrança a outra, sempre viajando em círculos - começou a sentir desprezo, na hora de lembrar, pela linha reta, e preferiu vagar, pegar veredas, seguir eclipses e charadas, dar voltar infernais em círculo ao redor de sua própria memória -, e retomou, muito especialmente, a lembrança do último dia da sua vida em que fôra à escola."

"Como tantas vezes na vida, há sempre um segundo drama oculto - muito mais sério do que o primeiro - escondido por trás da tragédia mais óbvia, mais visível."

A viagem vertical, de Enrique Vila-Matas.


 
sempre a necessidade de ser alguém na vida.



 
a morte sempre nos causa certo desconforto. como se não soubéssemos de sua existência. por mais que o nosso próprio corpo dê sinais dela, mesmo assim, a morte continua sendo alguma coisa distante, inesperada e cruel. e passamos a sentir pena de quem morre, culpando a morte pelo sofrimento do mundo. ela é o resultado da vida. é o resultado das nossas escolhas. da próxima vez que chorar pela morte, chore pela vida que levou.


quarta-feira, janeiro 31, 2007

 
amor-a voltou para re-olhar a vi-da.


 
tanto o céu quanto o mar tem os olhos teus
se me perco nas nuvens é para buscar os olhos meus
refletidos nos teus.


 
"serás para mim único no mundo e eu serei para ti único no mundo." o pequeno (grande) príncipe.


 
é um amor tão verdadeiro que se perde da razão sem perdê-la de fato.


segunda-feira, janeiro 08, 2007
 
A verdadeira viagem de descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos. Proust.



e aqui fotos