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sábado, novembro 11, 2006
 
melhor é esperar pelo nada, porque se algo acontecer, se ela voltar, se a noite chegar, se o dia raiar, terá acontecido e pronto.


 
a noite desce de seu posto e já espero pelo amanhecer.


 
só peço que a noite venha ter comigo.


 
e não há nada que se possa fazer. e se ela voltasse depois de 2 anos? e nesse tempo tivéssemos vivido como se ela jamais voltasse? ocupando os lugares da casa que antes eram habitados por ela, sentindo sua falta em todos os cantos de mim? contar as boas novas, os acontecimentos que não tiveram seu olhar, o rumo que a vida levou. que sensação boa a de preencher meu peito com sua presença, não mais sentir-me só. porque me parece que a solidão, depois que ela foi, agora está mais presente. parece que agora a solidão ruim tem lugar cativo aqui, como ousando tomar o espaço que antes era repleto de toda gente. pois toda gente se reunia nela. é só uma imaginação, um sentimento. mas não há nada que se possa fazer.


quinta-feira, novembro 09, 2006
 
para quem faz bem feito não existe a re-fazenda.



 
tanto tempo de convívio com pessoas que estão sempre buscando o aperfeiçoamente em tudo o que fazem, nos deixa realmente mal acostumados. pois já não somos pessoas comuns. cada coisa que realizamos, cada palavra dita, cada relacionamento, terá sempre o acréscimo positivo de querermos aprender com tudo e como objetivo primeiro nos tornarmos pessoas mais felizes, mais realizadas.

e quando deparamos com o comum, o mediano, o normal, vemos o quanto já crescemos na escala de humanidade do mundo.

ah, o SwáSthya! quanta vida ganha, quantas amizades sinceras, quantas noites de verdadeiro descanso.


terça-feira, outubro 24, 2006
 
Paciência (Lenine)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de calma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada dia mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de calma

Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não


sexta-feira, outubro 20, 2006
 
só quem nunca sentiu uma grande tristeza é que se entristece com pequenas coisas.



sexta-feira, setembro 29, 2006
 
tem dias que a gente acorda pronto para uma viagem, entra no carro e faz o mesmo caminho de sempre.


quinta-feira, setembro 21, 2006
 
viver é uma opção corajosa. e a morte não tem escolha.


 
arrancar do dia uma hora. desfazer o que aconteceu. acho que a vida ficou mais fácil com a tecnologia, mas também acho que acho que a vida é fácil como a tela de um computador. no entanto, ela não é. não tem tecla de retorno nem páginas seguintes. não dá para mudar de paisagem num clique nem olhar várias janelas de uma só vez. acho que a vida ficou mais dífícil com a tecnologia, porque ela, na verdade, é a mesma. nós é que nos compartimentamos.


 
de janeiro só o rio.


 
tenho pensado em sútras.


 
retirante é uma palavra que se mexe só de falar nela. pedra solidifica. cabide é engraçada e o céu tem sempre estrelas.


 
tenho pensado na morte como quem pensa na vida.


 
existe um tempo em que o importante é o silêncio, pois gente que muito ladra, não nada. vou mudar isso ou aquilo, na fala, engessa. mudar isso ou aquilo, na vida, floresce.


 
reaver pensamento como quem busca fotos antigas.


quinta-feira, agosto 31, 2006
 
quase lembro do pessoa, do rosa, do quintana. me distraio em ferreira, no cabral, no manoel. e se me falam das coisas boas, sorrio e logo me calo e escureço diante das palavras sombrias. e cada linha lida reconstruo uma vida. fui presa, fui torturada, fui castigada. feliz, infiel e destemida. percorri ruas, rios e os sertões. e em cada paisagem fui homem, mulher e indigente. e em cada parada serei alegre, infeliz e humana.


 
ter um amigo é como ter um porto para ancorar a vida.


 
quando estamos abertos para as novidades do mundo, a gente não se espanta nem arregala os olhos como se estivesse vendo fantasma; a gente simplesmente aprende.


 
a melhor forma de entender os homens é falando com os animais.


 
a vida não é feliz nem triste, é contraditória.


 
as pessoas casam e depois esquecem porque casaram.


terça-feira, agosto 29, 2006

segunda-feira, julho 03, 2006
 
teus segredos são os mesmos que os meus. e de toda gente.



 
sentir-se segura é estar só de pessoas.


terça-feira, janeiro 24, 2006
 
"... Amando noites afora
Fazendo a cama sobre os jornais
Um pouco jogados fora
Um pouco sábios demais
Esparramados no mundo
Molhamos o mundo com delícias
As nossas peles retintas
De notícias..."

chico buarque de holanda


quinta-feira, janeiro 19, 2006
 
permanente, só a mudança.


terça-feira, janeiro 17, 2006
 
não é preciso ser o que não se é. gosto de me desvincular da imagem que as pessoas têm de mim mesma. quando perguntam o meu nome gostaria de dizer que não sou apenas o meu nome. e quanto ao que faço, diria que isso é apenas uma parte de mim. quando respondemos a essas perguntas, estamos criando no outro uma infinidade de paradigmas e preconceitos que muitas vezes não correspondem ao que realmente somos. definimos para o interlocutor o nosso papel social. mas não sou só isso e nem sei se sou o que pensam que sou. tenho idéias sobre as coisas, gosto de sair por aí sem hora para voltar, de comer feijão e arroz, de descobrir novos livros, olhar as pessoas na rua, de dormir com muitos travesseiros, de rir das coisas que as pessoas fazem, da pipoca feita no microondas e de tantas outras coisas que aparentemente não combinam entre si e que achamos que não cabem em uma pessoa só. fora tudo o que não gostamos. da próxima vez ei de responder: meu nome é naiana mas não sou naiana, sou isso, mas não sou só isso. será que vão me levar a sério?


sexta-feira, janeiro 06, 2006

quinta-feira, janeiro 05, 2006
 
se o que quero é fechar
não me prive do silêncio de pensar.

se o silêncio não existe
deixe o silêncio pra lá.

se quando lá não chegar
entoe uma canção de pássaros.

e se pássaros não encontrar
recolha em teus versos o meu olhar.


 
para entender a areia


 

tô à toa.



e aqui fotos