sabe do que realmente precisamos? de um grande amigo em quem possamos confiar nossos segredos, dividir nossos medos, compartilhar de ideais e princípios. alguém que esteja ao nosso lado mesmo quando estivermos do outro lado da cidade ou do mundo. uma pessoa (porque pensar em duas é utopia demais) em quem possamos confiar plenamente e que nunca, jamais, traia a imagem que se fez dela. pensou em alguém?
sopra dizer
posted by Naiana Alberti at 3:33 PM
resta em mim uma vontade de me sentir inteira. tenho o costume de me re-ver no outro. só que às vezes o outro não reflete mais o que sou (porque também reflete outros seres, sua vida, seus amores). e saio então a me procurar pela casa, que se perdeu um pouco de mim também, e não me encontro. é quando preciso encarar a mim mesma, sozinha. (no fundo, somos seres sozinhos.) é um bom momento para refletir sobre a vida, para pensar nas coisas que gosto, para redescobrir meus pensamentos. a vida vem mesmo como ondas do a-mar.
sopra dizer
posted by Naiana Alberti at 11:21 AM
tolice grande é quando o
ce cria cedilha. hihhiihihihihi.
sopra dizer
posted by Naiana Alberti at 6:38 PM
vamos combinar o seguinte: movo a dama para esquerda e você faz de conta que não vê. você pula com o rei para direita e eu como você.
sopra dizer
posted by Naiana Alberti at 11:31 AM
difícil mesmo é encontrar alguém que seja inteiro. ao fim e ao cabo cabe encontrar pedaços de gente por aí. e por mais que vasculhe lado a lado, o corpo inteiro como um mapa, as idéias e pensamentos, sempre resta um canto escuro, uma sala fechada, uma lua minguando. porque uma parte de nós é só nossa. porque do lado de dentro é só baú. porque nem sempre o que somos pode uma dia vir à tona. me parece que para ter liberdade precisa haver um pouco de mistério. senão, perde-se a leveza do anonimato. perde-se a alma de ser somente. pois é, acho que vou me esconder um pouco, fechar algumas portas, encostar as janelas. qual a vantagem de deixar entrar se quem entra descobre logo a saída? vou me virar em labirinto. vou me fazer jogo de xadrez. na era do vídeo-clip tudo é efêmero demais, rápido demais, passageiro demais. tudo passa, tudo corre. é um vento que vira brisa. é uma onda que vira mar. é um céu que nasce azul e logo escurece. mas há em mim uma vontade do sol, da claridade, da lucidez sobre todas as coisas. de falar o que sente, de deixar-me silêncio, de ser naiana sem nome, endereço, papel. sabe? vou ler machado de assis e doroty parker para entender o teatro que é a vida. para olhar os bastidores, para entrar nos camarins, para entender o ser humano.
sopra dizer
posted by Naiana Alberti at 11:02 AM