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segunda-feira, agosto 25, 2003
 
tenho amor no nome. e na fala. " se falo de amor não é porque saiba o que é, mas porque sinto" (mais ou menos fernando pessoa, porque estou a alguns passos dele, e porque ele dorme na estante do meu quarto e agora só tenho de sua poesia seu ritmo, sua graça). você pode olhar para o céu agora e verá que ele continua no mesmo lugar. o que mudou foram os seus olhos. o céu esteve lá o tempo inteiro. mas antes nele era dia, agora bate lua. ontem pintou nuvens, hoje clara o sol. antes chovia, depois arco-írisou. e você nem me viu em pôr-do-sol. pára o raio. paira o sol. guarda a chuva. gota a gota.


 
amamos
sempre no outro
o que o outro deixa
que nós sejamos

amamos vários
e somos um
para cada um
que amamos


quinta-feira, agosto 21, 2003
 
" o tempo é um mestre-de-cerimônias que sempre acaba por nos pôr no lugar que nos compete, vamos avançando, parando e recuando às ordens dele, o nosso erro é imaginar que podemos trocar-lhe as voltas." saramago

tempo tempo tempo. cada segundo um tempo. cada letra mais tempo. um olhar outro tempo. um piscar tanto tempo. nem pensar perde tempo. tempo tempo tempo. voltar atrás é mais tempo. buscar o tempo perdido é perder mais tempo. inventamos o tempo e a todo instante ele nos reinventa. sem tempo não há história. com tempo há memória. dentro dele cabem dores, alegrias e vitórias. fora dele o mundo gira. mas nada há fora dele...tempo tempo tempo. me liberte de suas mãos. me afaste de tuas rugas. aproxime o destempo de mim. passatempo. passahora. passaboiada. passamora.


 
perdoar é esquecer.


terça-feira, agosto 19, 2003
 
eu tenho um casaco colorido e um sorriso branco. mas tenho também um tênis azul muito mais bonito do que todos os tênis azuis de todos os países. e ainda tenho a melhor amiga do mundo que também tem um tênis azul, o segundo tênis azul mais bonito do mundo. hehehehehe.


quinta-feira, agosto 14, 2003
 
estou em são paulo, na cidade dos grandes amigos e das coisas grandes.


segunda-feira, agosto 11, 2003
 
o que é ter liberdade senão ter a consciência livre?


domingo, agosto 10, 2003
 
também estive triste. com olhos distantes de mim. procurando por um tempo que não existe. será mesmo que a vida passa pela gente? ou será que somos nós que passamos por ela? nem sei. tive vontades, nesse dia, de estar em lugar nenhum. de caminhar na direção do nada. de percorrer caminhos sem fim. desejo de nada desejar. ah, um vazio. mesmo assim olhei o sol e a cidade lá do alto. olhei o céu no meio do dia e ao final da tarde. tive lua cheia e nuvens cor de rosa. uma paisagem fora de mim para acompanhar o que se passa aqui dentro. também tive companhia, mesmo que a solidão desse ares de existir por entre os vários pensamentos. e é só.


sábado, agosto 09, 2003
 
amora tem muitas coisas e tem saramago a contar-lhe coisas da vida, que é para entender melhor o mundo e as pessoas: " até mesmo os ânimos mais fortes têm momentos de irresistível fraqueza, que é quando o corpo não consegue comportar-se com a reserva e a discrição que o espírito levou anos a ensinar-lhe." e para compreender ainda mais: " saberíamos muito mais das complexidades da vida se nos aplicássemos a estudar com afinco as suas contradições em vez de perdermos tanto tempo com as identidades e as coerências, que essas têm obrigação de explicar-se por si mesmas."

não olhemos nos outros somente a fraqueza. além dela sempre existirá um homem forte. não somos o resultado de um momento, somos a confluência de todos os instantes. a vida não é feita de ações coerentes. " de perto ninguém é normal (caetano)". só que talvez passemos uma vida inteira ao lado de uma pessoa e ela não nos mostre seus medos e fraquezas, não se deixe aparecer através da incoerência. e teremos as conhecido deveras? ninguém é coerente o tempo todo, ninguém é forte a vida toda. a não ser que o seja sem que vejamos. portanto, saibamos não julgar, mas compreender. tentemos não criticar, mas absorver. façamos da vida um aprendizado de si mesma. com seus vendavais e dias de sol. a vida é assim.


sexta-feira, agosto 08, 2003
 
passou o dia por mim. e nele a história já feita. com seus segundos em meus ponteiros. ele foi lento. arrastado. vagaroso. o meu pensar nele.


 
o fragmento que segue é de autoria de j. saramago e diz uma verdade doída: "...e agora queria recuperar o tempo perdido, palavras estas insensatas entre as que mais o forem, expressão absurda com o qual supomos enganar a dura realidade de que nenhum tempo perdido é recuperável, como se acreditássemos, ao contrário desta verdade, que o tempo que críamos para sempre perdido teria, afinal, resolvido ficar parado lá atrás, esperando, com a paciência de quem dispõe do tempo todo, que déssemos pela falta dele."

só o presente existe. se perdemos o tempo ou se nos perdemos nele, paciência. o passado que um dia se tornou presente, existiu para marcar no tempo sua história. e fatos a gente não muda. eles estão lá, nos olhando com olhos arregalados como a dizer, ei, eu vivi naquele dia e posso fazer-te relembrar que... mesmo que o esquecimento queira logo manchar o passado com seus véus que não resistem ao vento. vento que move o passado entre rajadas até nos mostrar tudo outra vez. viver é isso.


quinta-feira, agosto 07, 2003
 
continuo a me ver no último post. mesmo que o dia de hoje tenha me trazido suas ventanias, mantenho em mim a vontade única de ser somente.



e aqui fotos