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terça-feira, junho 24, 2003
 
estou ausente de palavras. mas continuo a existir mesmo sem elas em mim.


sexta-feira, junho 20, 2003
 
espero o fim do nosso amor como quem espera a morte. próxima e distante. certa e ausente. precisa e inesperada.


quarta-feira, junho 18, 2003
 
pensei ter visto, entre os olhos da noite, você arrancar um pedaço de si. sonhei também que te tinha ao meu lado durante o sono e a vigília. te ouvi descer os degraus da escadaria, romper a porta, sumir com os ruídos da cidade. quedei macia nos travesseiros da noite, acomodando o meu corpo no cheiro do quarto. no meio do sonho, acordei tristonha, a procurar teu pedaço que pensei ter ouvido cair ao meu lado. era tarde da noite, era a madrugada em silêncio e eu te lendo, sorrindo em memória, colhendo graciosa uma parte de ti.


terça-feira, junho 17, 2003
 
disponho estas letras no papel como se nelas abrisse o meu próprio corpo, portas e janelas, sótão e jardim. preencho o papel com as letras que sou agora como as roupas do dia. a paisagem de dentro que se abre para fora.


 
temos num beijo a sensação do todo como se nele habitasse o corpo inteiro
como se nele a consciência se recolhesse para sentir
o beijo
as portas abertas e fechadas
a paisagem que entra e sai
no abrir dos olhos
no fechar das bocas
o beijo
que tudo toca a um só toque
que tudo colhe
que tudo sente.


 
há tanto o que combinar
a música, a leitura e o dia
a palavra ouvida, sussurrada e sentida
o medo da vida e o desejo em todo o momento de existir inteiro

há o desejo do desejo
as viagens, os caminhos e o retorno
a roupa, o cheiro e a noite
a palavra falada, dita, proferida
o medo da morte e o desejo em todo o momento de existir inteiro

há o beijo que gira em braços
há pernas que tolas amarram-se umas nas outras

há tanto o que combinar
ele a ela e ela a ele
a sede, a fome e o descanso.


 
quem gosta de poesia que, como pipoca pula na frente da tela, deve ir até
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quem gosta de saudade, amor e pureza deve ir até
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quem gosta de amor que dói, de saudade sentida e de
felicidade conquistada deve ir até
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a júlia quer saber quando irei escrever novamente no amora. é que às vezes as letras até existem, mas teimam em se unir umas nas outras. mas eu tento, eu me esforço. poderia falar do dia em porto alegre. (sempre quando não temos o que dizer acabamos falando do tempo). faz muito frio aqui e me espanta saber que em noronha faz verão o ano inteiro. morar no sul do país é saber tomar sopa de madrugada só para esquentar os pés. é se unir em harmonia com as pernas de alguém. estar onde estamos nos faz ser mais frios e mais quentes. tudo ao mesmo tempo. uma vontade de ficar grudado no primeiro que aparece. de usar toca e manta amarrada ao pescoço. meias longas e grossas e muitos cobertores à noite. morar no sul do mundo faz nos sentir na beira de um rio. no topo de um monte. no fim de um caminho. por aqui ninguém passa. por aqui todos vêm para ficar. porque somos estrada para poucos lugares. porque estamos muito próximos do fim. quando alguém aparece por aqui vindo de outro lugar é porque queria. não há viagens por acaso para o sul do mundo. lugares de passagens até que podem ser bons. mas sempre existirão pessoas errantes, perdidas. como marinheiros, piratas e ciganos. aqui não! há mais terra nas pessoas, mais afinco, mais raízes. tudo porque moramos no sul do mundo.


domingo, junho 15, 2003
 
para ser feliz bastará pouca coisa. uma paisagem com horizonte já é bastante. a chuva depois do sol e o sol depois da chuva. para ser feliz um segundo importante. um beijo inesperado e um sorriso ao longe. uma noite de sonho e um amanhecer risonho. para ser feliz será preciso muito pouco. uma palavra de amor, uma carta que chega distante, uma saudade, um cheiro.


sábado, junho 14, 2003
 
a beleza está naquilo que somos.


sexta-feira, junho 13, 2003
 
ninguém sabe do seu paradeiro, ninguém sabe pra aonde ele foi, pra aonde ele vai...


 
VENTANA SOBRE EL CUERPO

La Iglesia dice: El cuerpo es una culpa
La ciencia dice: El cuerpo es una máquina
La publicidad dice: El cuerpo es un negocio
El cuerpo dice: Yo soy una FIESTA

De " Las palabras andantes" de Eduardo Galeano, (escritor uruguayo que me gusta mucho)
natalia aramburu falando...
linda.
maravilhosa.


terça-feira, junho 10, 2003
 
quero viver num eterno poema. sem rima, sem forma definida. uma coisa qualquer no papel. às vezes com vírgula, não raro um ponto. quero me olhar entre as palavras e só ver letras caídas, largadas, dispostas uma ao lado da outra. para parecer que não penso nisso. que as palavras saem correndo de mim. nada de linhas retas, de regras, de normas. só o respirar momentâneo das frases proferidas. só o sentir quase disforme dos meus pensamentos.


 
desenrolemos nossos corpos como dois grandes rocamboles doces e úmidos.


 
não quero entender de eclipse, relâmpago, trovão. não me interessam as últimas teorias sobre a formação do universo. prefiro não saber da noite mais do que a escuridão que cai fechando as casas ao apagar do sol, ao brilhar das luzes. não pretendo saber mais das formigas, dos tigres, das aves migratórias do que suas breves existências. saberão eles de mim? e se estudassem o que sou, se lessem livros sobre a humanidade? compreenderiam o que é o amor? poderiam sentir a nossa felicidade? saberiam o gosto que tem um acordar longo, um beijo morno, um palpitar diferente? então, me diga, pra quê? por que tanta informação vazia, reta, retilínea? para conhecer o universo na sua essência bastará parar o pensamento. há que buscar transformar-se nas coisas da natureza. aí sim poderei dizer tudo o que sei, porque terei sido. não uma informação sem aura, mas uma sensação profunda do que é ser. de verdade.


segunda-feira, junho 09, 2003
 
não venha me dizer como se formam as estrelas. nem quero saber porque a lua brilha tanto. quando a chuva cai imagino uma nuvem gorda, cinza, deixando escapar a água por entre as frestas das janelas. não procuro saber o nome das flores nem a rota dos pássaros.


sexta-feira, junho 06, 2003
 
vou dormir com o cheiro da noite. que me invade mesmo sem eu querer. estou repleta de tanto ser.


 
Viver na plenitude é surfar os limites, até os da própria morte" ( Timothy Leary)
Posted By: kid foguete 5/30/2003 6:56:04 AM

kid foguete é um amigo que tenho. que me ensinou a ter gosto pela leitura.


 
...e a espera telefônica canta uma canção de amor.


quinta-feira, junho 05, 2003
 
Janelas Abertas
Caetano Veloso

Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro
Percorrer correndo, corredores em silêncio
Perder as paredes aparentes do edifício
Penetrar no labirinto
O labirinto de labirintos dentro do apartamento

Sim, eu poderia procurar por dentro a casa
Cruzar uma por uma as sete portas, as sete moradas
Na sala receber o beijo frio em minha boca
Beijo de uma deusa morta
Deus morto, fêmea língua gelada, língua gelada como nada

Sim, eu poderia em cada quarto rever a mob’lia
Em cada um matar um membro da fam’lia
Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia
O que aconteceria de qualquer jeito

Mas eu prefiro abrir as janelas
Pra que entrem todos os insetos





quarta-feira, junho 04, 2003
 
palavras de amor em amora...hoje é meu aniversário!

Parabéns Nai, que este dia seja muito lindo, colorido e cheio de sorisos...
Beijos do outro lado do mundo, de quem tem muita saudade, e te admira um montão


Posted By: Le 6/4/2003 11:51:19 AM

a sua casa é um castelo, cheio de príncipes e princesas. vc, rainha naiánanda. ele é cheiroso e colorido. na unidade rio branco todos te amam e admiram. portanto, esteja sempre aqui! beijocas e feliz aniver.


Posted By: pequena 6/4/2003 9:22:52 AM

Feliz aniversário Nai.
Seja feliz.
Viva a mulher que você é.
Viva naiana.
Viva!
Comigo.
Viva.


Posted By: San 6/4/2003 4:40:38 AM


segunda-feira, junho 02, 2003
 
não tenho lugar pela casa. as roupas já não se parecem comigo. não há aonde sentar. a cama está vazia. o sofá não tem mãos. a geladeira é fria. nem os livros estão lá. fecharam-se para mim. e só encontro sossego na tela vazia. nas palavras que saem de mim. mas quero paz.


domingo, junho 01, 2003
 
o amor bateu asas e voou.


 
nunca se ausentes de mim. para que eu viva em paz.



e aqui fotos