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domingo, abril 27, 2003
 
a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer. até parece frase de criança, mas é do querido mário quintana. não convivo bem com a mentira. não gosto. não aceito. a verdade, por pior que ela seja, é mais fácil de aceitar. com um pouquinho de tempo, as verdades já não incomodam mais. mas a mentira...essa não. ela já nasce uma mentira. é difícil aceitar. é incômodo e cruel. a mentira nos dá dois trabalhos: aceitar o por quê da mentira e ainda entender a verdade que nela se esconde.


quarta-feira, abril 23, 2003
 
chega de tristeza. depois de um choro longo nada melhor do que rir encolhida na cama. abraçada em um travesseiro gordo, cheio de penas. olhando para os livros que mudos parecem falar o tempo inteiro. há que ter livros dentro de mim. clarices, pessoas e fonsecas. quero descobrir o que há por trás e além de mim. quem me habita, enfim? se você sabe quem eu sou fale bem alto para que eu possa me ouvir. até que o eco preencha o som da minha vida...


segunda-feira, abril 21, 2003
 
carandiru. um submundo que nós aprovamos. assim, embaixo dos nossos olhos, milhões de pessoas vivendo em condições precárias. eu, você e o seu melhor amigo pacifista, apoiamos que, depois de metralharmos os pobres com o consumismo desenfreado, eles trabalhem horas a fio para receberem um salário mínimo que não dá conta nem da cesta básica e, quando eles assaltam aqueles que podem comprar, matam sem piedade o primeiro adolescente alfabetizado com o tênis mais caro, nós os jogamos em uma jaula suja, com dezenas de outros presos, sofrendo humilhações e, às vezes, ainda os matamos, só pra variar um pouquinho. e isso não é guerra? não parece que enlouquecemos as pessoas para depois as isolarmos do mundo "normal" e assim, quando conseguem sobreviver a tudo, retornam ao nosso mundo, mais desajustadas ainda? e isso é vida?


quinta-feira, abril 17, 2003
 
que os meus olhos possam continuar a ver as pessoas e o mundo sem barreiras. que a compaixão possa sempre me ter mesmo que desapareça no resto da humanidade.


quarta-feira, abril 16, 2003
 
aquele lugar há de me habitar sempre. os habitantes da ilha continuam a povoar os meus pensamentos. ontem, ao deitar, ainda pude sentir a vontade de estar lá. como se não fosse natural que estivesse aqui. há muito o que ser em noronha. a natureza inteira parece viver lá. quando passeava pelas praias daqui pensava estar muito próxima da natureza. em noronha você não está próxima da natureza, você é a própria natureza. os bichos convivem ao seu lado por toda ilha. há sempre uma companhia. um ruído, um vôo, uma surpresa. há muita vida em noronha.


terça-feira, abril 15, 2003
 
amora agora tem mais vida, tem mais amor. o tempo em fernando de noronha passou longamente por mim. e parece que meninei. ao mesmo tempo que o tempo me fez mais natureza, mais menina, fez de mim mais ser que sabe viver só. e é bom ser uma menina valente, que mergulha fundo e que sabe voltar.



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