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segunda-feira, setembro 30, 2002
 
o sandro é um menino de oito anos que está de aniversário o tempo inteiro.
o coração dele é grande. e se abre de repente. e se fecha sem razão.
e guarda bem tudo aquilo que viveu. e se orgulha disso. por ter tido tanta vida dentro de si. e eu,
que faço parte de um pequeno tempo encaixada no grande espaço de tempo dele, vivo a viver
sandro menino de tanto tempo ido. que bom ser a naiana na vida dele. que bom ser o orgulho
de vida na vida dele. que bom ser ao lado dele.


domingo, setembro 29, 2002
 
sandro de sol e de amor. viaje comigo para aonde eu for. não me deixe seguir sozinha. (será que os bancos também guardam dinheiro?) olho para o nada e nada vejo. olho para mim e me desconheço. voltar os olhos para dentro. fechar-me para a rua. abrir as portas e as janelas a ver ser vejo o que há para bem dentro de mim. e dormir para os outros. esquecer a cidade e os amigos. ser só e ser somente.


 
quero comer amora e morrer de amor.


 
trago todos os dias em que vivi em cada longo pensamento. de ser hoje o que fui outrora. muitas vezes outras tantas.e levo embora, na bagagem, o que sou e o que fui. é bem verdade que na bagunça do passado as naianas se confundem. e já não sei se o que sou é mais ou menos eu. sei que há pessoas dentro de mim. e deixo me ser uma vez assim e outra também. e sou aquela e aquele. e sigo sendo, apenas. pedro, sóis e águas. saudade, horizontes e estradas. medo, dores e dúvidas. amora, amada e amante.


terça-feira, setembro 24, 2002
 
zeca baleiro anda embalando os meus sonhos.
quero nos escuro tatear estrelas distraídas...
...você vai bem se vem comigo
nós dois juntos parecendo um
minha religião é o prazer
tá tudo assim nem sei tá tão estranho.
qual é a parte da tua estrada no meu caminho? será um atalho ou um desvio, um rio raso, um passo em falso, um prato fundo pra toda fome que há no mundo.
tesão vira barriga.
balada no meio da tarde. cantando e me dançando por dentro. toda.


segunda-feira, setembro 23, 2002
 
a que amar mais e melhor. todo dia de toda a nossa pequenina vida.
olhar o céu. ver se há mais nuvens do que estrelas. encontrar um pequeno príncipe a olhar distante a nossa terrena existência. e sorrir à toa porque a vida é isso mesmo.


 
você me desconhece. e vivemos assim, nos encontrando e nos perdendo a cada novo instante.


quinta-feira, setembro 19, 2002
 
há um desalento a me bater à porta. um não sei quê de diverso e irreversível.


quarta-feira, setembro 18, 2002
 
sete mil vezes
eu tornaria a viver assim
sempre contigo
transando sob as estrelas
sempre cantando
a música doce que o amor
pedir pra eu cantar
noite feliz
todas as coisas são belas
sete mil vezes
e em cada uma outra vez querer
sete mil outras
em progressão infinita
quando uma hora é grande e bonita
assim, quer se multiplicar
quer habitar
todos os cantos do ser
quarto crescente pra sempre
um constante quando
eternamente o presente você me dando
sete mil vidas
sete milhões e um poucos mais
é o que desejo e o que deseja esta noite
noite de calma e vento
momento de prece e de carnavais
noite de amor
noite de fogo e de paz.

caetano veloso cantando para a gente ouvir.


terça-feira, setembro 17, 2002
 
só pra dizer que estou viva! amo vocês.


sexta-feira, setembro 13, 2002
 
sun, ananda, lucas e júlia. flores, alegria, zés e sofia. joaquim, manoel e fernando. sol, chandra e canela.


 
o dia quebrou meu quarto em luzes. o sol entrou rachando as paredes e minha cama. e o dia-a-dia passou a ter existência dentro de mim. mesmo ali. jogada entre lençóis e travesseiros. a hora, a data, o fazer. ai, ai. que bom ter o que fazer e não o fazer. pior seria não ser nada e querer ter mãos cheias. o bom dia desce lento. e o relógio do meu quarto não pára o presente. está sempre ocupado em tricotar passados. ir.


quinta-feira, setembro 12, 2002
 
vou me deleitar com pessoa na cama. deixar-me tocar em verso. ser os olhos e os ouvidos dele. acompanhá-lo nessa noite em que me deixo só sorrir à toa.
a todos que me tem abraço longo.
beijos de sono e de paz.


 
o silêncio da noite me desacorda. e as vozes caladas remexem os meus pensamentos.
o dormir é um despertar para dentro. é uma vida inteira dentro de outra existência. quando amanheço passo a dormir para dentro.
e assim não sei se durmo ou se desdurmo. se durmo ao acordar ou se acordo ao dormir.


quarta-feira, setembro 11, 2002
 
fernando pessoa sempre me diz o que gostaria de ouvir..."passo tempos, passo silêncios, mundos sem forma passam por mim."

livro do desassossego. desamanhecer. desencanto. desalento. desamor. desejo.

segunda-feira e o dia rompeu estilhaçando a noite em céu claro e sol. e a semana existiu rápida sem que eu pudesse me dar por isso. o tempo não existe para além dele e no entanto vivo dentro do tempo, mesmo que eu caia para fora de mim. há sempre uma data para me ser. sempre uma hora para me fazer. há que viver acima do tempo. fazer dele um acessório, uma janela, um livro. deixar o tempo me viver. não viver o tempo. ele que venha até mim.

"durmo e desdurmo". pessoa de novo. a me sondar os pensamentos.

"ouço cair o tempo, gota a gota, e nenhuma gota que cai se ouve cair." pessoa. a chuva, mais do que o sol, marca o tempo em mim. é como se um relógio enorme girasse no céu e caísse em gotas de tempo. enchendo não apenas o mar de água mas o meu ser de anos. passa tempo. o tempo passa. naiana na chuva na casa em mim.


quinta-feira, setembro 05, 2002
 
faz tempo que não pouso por aqui. os dias estão sendo longos e as noites curtas demais. sei. há alguma coisa errada nisso tudo.

estive com o meu pai no final de semana que passou. a presença dele me faz lembrar que não conheço outra pessoa assim como ele. que sempre me deixou livre para ser naiana. que sempre ficou do lado das minhas escolhas. e que nunca, jamais, deixou que as suas vontades, seus interesses pessoais invadissem o meu espaço. alguém que sabe deixar livre a natureza humana. e fico pensando: um homem que nunca teve grandes amigos. sinceramente, não conheço, se há, um amigo do meu pai. um homem que saiu pouco da sua cidade. e que sai menos ainda do seu mundo dentro daquela cidade. como pode ser tão cidadão do mundo? é que ele conhece o mundo inteiro. tem milhares de amigos dentro dele. conhece mais pessoas do que posso imaginar. e pessoas com vivências completamente distintas, de mundos distantes. desde sempre vi o meu pai lendo. e a minha casa sempre foi guardadora de livros (e de vida!). na sala, pelos quartos. mas bom mesmo é espiar a mesinha de cabeceira do pai. é ali que fico sabendo por onde meu pai tem andado. com quem ele tem conversado. e nunca é um só livro. são vários, empilhados um em cima do outro. meu pai é assim. um homem comum. que acorda e trabalha e dorme e tem cachorro. mas por dentro...nossa! é a água que corre entre as pedras.



e aqui fotos