aqui vão os meus links


Archives


This page is powered by Blogger. Isn't yours?
sexta-feira, dezembro 20, 2002
 
um beijo. grande. a todos. que amo. e que estão comigo mesmo distante. naiana.


sábado, dezembro 07, 2002
 
os dias têm passado correndo por mim. as pessoas vão ficando para trás do meu dia. como se estivessem no outro lado do planeta. em algum lugar aonde ainda é madrugada. não esqueço o seu nome nem o seu amor. também me lembro de frases, de dias e paisagens. tenho saudades de algumas coisas. tenho vontades de chorar pela pessoa que nunca mais foi. mas nada no mundo é a mesma coisa. nada. porque as pessoas e as relações o seriam? tudo passa tudo sempre passará. a vida vem em ondas como um mar..num indo e vindo infinito. a família muda, os amigos já não são mais os mesmos. o namorado é novo mesmo sendo antigo. os amores passam. as viagens mudam. a forma de ser pessoa não é a mesma. uma metamorfose de mim mesma. uma transformação em segundos. o que fui o que sou já não importam mais. o presente nunca poderá ser retratado. as fotos serão sempre velhas fotos retratando velhos momentos. as palavras tornam-se documento de idéias passadas. os princípios e uma lápide. a memória é um baú. e que meus velhos amigos me leiam para me dizerem palavras novas. faça assim, clique no soprar dizer e me diga! pombas, como blasfemaria o pai antigo de uma sempre nova aluna...amo vocês (agora!).


 
ninguém não mais diz. ninguém nunca mais falou aqui. protesto o silêncio. manifesto a minha vontade de ouvir o seu dizer...


domingo, dezembro 01, 2002
 
eu vi um menino bonito andando entre os pingos da chuva. sonhei enquanto dormia. limpei a casa durante a música. colhi memória através da janela. e foi só. falei duas palavras até agora. o nome do zeca. e o convite para passear. hoje quero mais é ouvir.


sábado, novembro 30, 2002
 
sábado de sol em porto alegre. no final do dia, uma brisa gostosa no corpo enquanto o zeca olhava para o chão. eu olhava para o céu e ele para a grama. caminhávamos na mesma direção mas cada qual com seu olhar. uma tristeza pequena misturada com uma alegria também pequena. como viver mais esse dia? como ser feliz até o anoitecer?


quarta-feira, novembro 27, 2002
 
já fez?


 
você já fez alguma coisa pelo Yôga hoje?


terça-feira, novembro 26, 2002
 
os dias vao passando apressados ao meu lado e eu nem sei quem sou. os dias quentes e eu quente num dia assim. ha paisagens quentes dentro de mim. lugares longinquos em que nunca estive. mas calidos como o dia de hoje. pensamentos cheios de calor. e um pouco de amor dentro deles.


 
os dias vao passando apressados ao meu lado e eu nem sei quem sou. os dias quentes e eu quente num dia assim. ha paisagens quentes dentro de mim. lugares longinquos em que nunca estive. mas calidos como o dia de hoje. pensamentos cheios de calor. e um pouco de amor dentro deles.


segunda-feira, novembro 18, 2002
 
o que eu mais quero nesse momento é ser.


 
a chuva caiu do céu, como era de se esperar. e faz a gente repensar o dia. quais caminhos seguir. qual a hora de voltar. adoro a palavra coisa. ela é como um controle universal. serve para tudo. uma palavra simples e larga. coisa, veja só. qualquer coisa. todas as coisas. aquela coisa. coisa é uma coisa. que pode ser tudo e nada ao mesmo tempo. e o dicionário confirma: aquilo que existe ou pode existir. tudo. e o nada.


domingo, novembro 17, 2002
 
A Nai deixou eu escrever no seu blog! Fiquei tao honrado que parei na frente do teclado e estagnei. O que escrever? Ela diz tudo o que se deve dizer. Lisonjeado, emocionado, apaixonado...so posso dizer que e tudo viver ao seu lado. Nao consigo. Nada do que eu diga descreve o que significa estar ao lado de Naiana, dia-a-dia, noite-a-noite...Entao voce que le o blog dela, jamais, perca a oportunidade de estar perto dela. So assim sabera o que eu estou tentando dizer. Com amor. San.


 
porto alegre 32 graus. a praia ficou mais longe de repente. a cidade se fecha em apartamentos e shopping centers. o melhor lugar aqui eh o ar condicionado. a melhor praia? 500 quilometros daqui. fazer o que? o lago guaiba, que jah foi rio, estah perto e sujo. e gente como a gente vai ao cinema e a um bom restaurante.



quarta-feira, novembro 13, 2002
 
ontem escrevi horas. mas na hora de postar, pau. falava sobre a verdade. e me lembrava da vanessa e eu em sao paulo namorando uma luminaria que dizia o significado de verdade. s.f. conformidade com o real; exatidao, realidade. 2. franqueza, sinceridade. 3. coisa verdadeira ou certa. terah surgido a verdade do verbo ver? pode ser. no dicionario nos remete a palavra veritate, do latim. vou la olhar! so um pouquinho...nao diz nada nao. ver, em latim eh veris. quem sabe, na sua origem. prefiro pensar que sim. ver-dade. ver-dadeiro.
ver-ossimilhanca. pense nisso e depois me diga. soprar dizer. beijos.


segunda-feira, novembro 11, 2002
 
amora anda sem "ora". está só com am... mas está com saudades de pintar por aí. e ser amora de novo. com amor e tudo. vê se diz pra mim. com amor.


sexta-feira, novembro 08, 2002
 
porto alegre faz calor e sol. o dia alimenta a vontade de estar livre. estou feliz aqui e feliz por ter estado em são paulo. rever pessoas queridas, das quais gosto muito. estou correndo agora. de um lado para o outro da unidade. e deixo um beijo a todos que passarem por aqui. amora e paz.


quinta-feira, outubro 31, 2002
 
a hora passa e a chuva acompanha. o dia é cedo. ou o dia é tarde. depende da noite. do sono. tenho uma saudade em mim. um amor grande. uma distância de presenças. o espaço é outro. o tempo é o mesmo. mas chove aqui dentro de mim. quero logo ver o sol. clarear tudo dentro aqui. secar a chuva. deitar e dormir. mais e mais feliz.


quarta-feira, outubro 30, 2002
 
ja que estou assim, sem ter o que dizer. diga pra mim. so pra dizer e diz...


 
as palavras somem nesse momento. tenho apenas noticias daqui: o curso de extensao com o mestre de rose pela universidade federal do rio grande do sul, dia 23 de novembro deste ano (prepara-se e venha, ligue para a nossa unidade, reserve sua vaga e o seu cantinho em porto alegre), a minha ida para sampa nesta sexta (estou chegando ai!), os festivais de saqua e bahia se aproximando, o sandro que esta de ferias curtindo uma praia, o zeca aqui ao meu lado dormindo e a unidade la longe me esperando.


terça-feira, outubro 29, 2002
 
tenho um sono de dormir longo tempo. de deitar o pensamento. e de não escrever e de nada fazer. só nada dormir...zzzzzzzzzzz.


segunda-feira, outubro 28, 2002
 
as coisas que aí estão não existem para fora de nós. até podemos concordar que aquela árvore tem a copa verde, mas com certeza discordaremos do resto. o relógio que está no meu pulso não é o relógio tal qual ele existe. é a visão que tenho dele. a sua existência real desconheço. é mesmo engraçado. tudo o que conheçemos não existe...


sexta-feira, outubro 25, 2002
 
so pra dizer que a vida e isso mesmo. uma revoada de passaros. um mar sem ondas. tire seu corpo dai. va ser em algum lugar. mas seja puro. seja inteiro. como a lua que inteira brilha sobre as aguas. umbeijoatodos que conhecem o amor de amora.


quinta-feira, outubro 24, 2002
 
soprar dizer. letícia. tiago. alessandra. júlia. fernandas. lucas. sandro. oct. vanessa. diego. joaquim. paula. dani. nestor. há mais alguem do outro lado dessa infinita janela? sopra e diz.


 
E! o sol! Passou correndo por aqui.

Vontade de preencher o universo com palavras vazias.
Imagine...
Poder colher qualquer amontoado de letras.
Que estivessem soltas pelo espaço.
Voando por entre nossos olhos
E assim, num momento esse, agarrá-las de supetão.
Ou não...
tê-las suavemente
como se concedessem a tomada de suas formas.
e dessa forma enchê-las de nós mesmos.
Parir palavras para preencher planaltos.
Gerir idéias e rir como quem ri de si mesmo.

ando colando poesias que se escondem entre os arquivos desse meu computador.


 
Uma perda e dois pontos



É assim a sensação de tornar-se vazia.

Um espaço longo entre duas palavras.
Um ponto e uma vírgula.
Um ponto e uma pequenina tristeza.

Que logo passa.
Só é preciso passos largos.
E o tempo passarela
num segundo
O vazio se enche novamente.
De qualquer coisa.
Mesmo que seja aquela.

Magricela tristeza.



quarta-feira, outubro 23, 2002
 
o soprar dizer e uma brisa que traz a sua mensagem ate mim. experimente. e so pousar a sua vontade sobre ele.


 
estive fora por uns dias. fora de muitas coisas. talvez ate de mim mesma. mas ha o momento de ir e voltar. sempre. mesmo que eu nesse instante nao saiba se vou ou se fico. o mestre carlos cardoso esteve em mim por esses dias. sua presenca me preenche, me encerra. como a visao de um nascer do sol. ele e lindo mesmo. sua visita na nossa unidade ontem modificou alguma coisa por la. deixou nossos ouvidos cheios de mais vida e de mais amor. disse pra ele: obrigada por vc existir, por ser. apenas. e ao olhar para todos que la estavam a expressao era a mesma. de satisfacao, de plenitude. de sentir que aquele ser acrescentou amor em nos. isso sim e viver.


sexta-feira, outubro 11, 2002
 
quero te ter nesse momento como um livro que se abre e nao quer mais se fechar. vem...


 
so para avisar: o teclado esta distraido de novo. as palavras estao desfragmentadas, faltam-hes peda''cos importantes. estive lendo esta noite o meu poeta favorito. e pessoa me disse coisas para pensar com os olhos fechados. falava-me ele que o t''edio pior n~~ao ''e aquele dos que nada tem a fazer. o maior dos t''edios ''e 'n~~ao poder fazer nada, mesmo havendo o que ser feito. pois quando nada temos a fazer e o t''edio nos amortece, ora, podemos ao menos gozar o nada. mas, e quando n~~ao h''a mais nada a se fazer? e quando temos o dia cheio e o t''edio nos invade porta adentro? ''e triste de ser.


quarta-feira, outubro 09, 2002
 
parte de um conto enviado pelo meu pai. é de autoria de um escritor americano chamado O. Henry:
"(...) Em maio a Natureza nos brande um dedo admoestador para advertir-nos de que não somos deuses, mas membros enfatuados de sua grande família. Recorda-nos que somos irmãos do burro e do clã dos mariscos condenados ao chowder; que somos descendentes em linha reta do amor-perfeito e do chimpanzé, e apenas primos-irmãos das rôlas arrulhantes, dos patos grasnadores, das empregadas domésticas e dos policiais dos parques.(...)"
e assim somos, não meros observadores da natureza, mas parte integrante dela.
beijinhos com saudades nem sei de quê.


segunda-feira, outubro 07, 2002
 
chove lá fora. sem parar. e não há o que dizer. é isso, como diria o meu amigo oct.


sexta-feira, outubro 04, 2002
 
acabo de descobrir que amora tem amor mas também tem aroma.


 
asnmdfioçwehf çhvçshfo hewf^dF^sfgnerê!!!! o teclado acordou.
os arquivos no final desta página são para vocês conhecerem uma naiana que já foi. mas que continua sendo. vai lá. e leia-me. a olhar-me de trás para frente. anaian.


 
para que o final do dia tenha brilho me pintei de purpurina. e fui por ai. a pintar os olhos de quem me ve de estrelas perdidas. estrelinhas estrelinhas saim logo dai! deixem de ser brilho de ceu, venham ser a beleza das meninas, venham ser a alegria de quem as ve.

engracado isso. hoje nao consegui aparecer em pontos, nem acentos ou cedilhas. esse teclado deve estar distraido. vou ver se dou um susto nele...buuuuuuuuuuuuu. nada. olhem s''o. tudo errado. n~ao d''a certo. precisa mesmo e'' de descanso. dorme dorme tecladinho.


quinta-feira, outubro 03, 2002
 
porto alegre é mesmo um porto alegre para se viver. enquanto escrevo, a janela aberta da sala, os pássaros todos cantam. mesmo com o som dos carros a lhes taparem os ouvidos. e não é frio, nem quente. é a primavera! aqui no sul das coisas do país, as estações acontecem fielmente. e o nosso guardador de roupas precisa estar sempre cheio. porque faz muito calor no verão e nos vestimos levemente, como se estivéssemos na região dos trópicos. mas em seguida, chega o outono. as ruas todas se enchem de folhas e flores caídas. é mesmo lindo de se ver. caminhamos entre cores e formas diversas. e nossos olhos viajam pela solidão das árvores. e é quase frio. hora de passar as roupas de verão para o andar de cima do armário e descer as roupas de meia-estação. já viu? temos que ter roupas para nos vestir entre as estações quentes e frias. e o frio não pára e, quando vemos, estamos pendurando nos cabides (êta palavra engraçada) os casacos pesados, grossos. usando mantas, gorros e luvas. botas, meias de lã e muito chimarrão. para amenizar temperaturas tão baixas, aparecem os ventos da primavera. não é frio nem quente. é ameno. é gostoso de se viver na primavera. viveria em eterna primavera...isso quando não acontecem as quatro estações num mesmo dia. o tempo vira de cabeça para baixo. acordamos no verão e dormimos com o inverno. e e há ainda a neve que tudo pinta. que tudo branco. naiana que tempo, tempo, tempo.


segunda-feira, setembro 30, 2002
 
o sandro é um menino de oito anos que está de aniversário o tempo inteiro.
o coração dele é grande. e se abre de repente. e se fecha sem razão.
e guarda bem tudo aquilo que viveu. e se orgulha disso. por ter tido tanta vida dentro de si. e eu,
que faço parte de um pequeno tempo encaixada no grande espaço de tempo dele, vivo a viver
sandro menino de tanto tempo ido. que bom ser a naiana na vida dele. que bom ser o orgulho
de vida na vida dele. que bom ser ao lado dele.


domingo, setembro 29, 2002
 
sandro de sol e de amor. viaje comigo para aonde eu for. não me deixe seguir sozinha. (será que os bancos também guardam dinheiro?) olho para o nada e nada vejo. olho para mim e me desconheço. voltar os olhos para dentro. fechar-me para a rua. abrir as portas e as janelas a ver ser vejo o que há para bem dentro de mim. e dormir para os outros. esquecer a cidade e os amigos. ser só e ser somente.


 
quero comer amora e morrer de amor.


 
trago todos os dias em que vivi em cada longo pensamento. de ser hoje o que fui outrora. muitas vezes outras tantas.e levo embora, na bagagem, o que sou e o que fui. é bem verdade que na bagunça do passado as naianas se confundem. e já não sei se o que sou é mais ou menos eu. sei que há pessoas dentro de mim. e deixo me ser uma vez assim e outra também. e sou aquela e aquele. e sigo sendo, apenas. pedro, sóis e águas. saudade, horizontes e estradas. medo, dores e dúvidas. amora, amada e amante.


terça-feira, setembro 24, 2002
 
zeca baleiro anda embalando os meus sonhos.
quero nos escuro tatear estrelas distraídas...
...você vai bem se vem comigo
nós dois juntos parecendo um
minha religião é o prazer
tá tudo assim nem sei tá tão estranho.
qual é a parte da tua estrada no meu caminho? será um atalho ou um desvio, um rio raso, um passo em falso, um prato fundo pra toda fome que há no mundo.
tesão vira barriga.
balada no meio da tarde. cantando e me dançando por dentro. toda.


segunda-feira, setembro 23, 2002
 
a que amar mais e melhor. todo dia de toda a nossa pequenina vida.
olhar o céu. ver se há mais nuvens do que estrelas. encontrar um pequeno príncipe a olhar distante a nossa terrena existência. e sorrir à toa porque a vida é isso mesmo.


 
você me desconhece. e vivemos assim, nos encontrando e nos perdendo a cada novo instante.


quinta-feira, setembro 19, 2002
 
há um desalento a me bater à porta. um não sei quê de diverso e irreversível.


quarta-feira, setembro 18, 2002
 
sete mil vezes
eu tornaria a viver assim
sempre contigo
transando sob as estrelas
sempre cantando
a música doce que o amor
pedir pra eu cantar
noite feliz
todas as coisas são belas
sete mil vezes
e em cada uma outra vez querer
sete mil outras
em progressão infinita
quando uma hora é grande e bonita
assim, quer se multiplicar
quer habitar
todos os cantos do ser
quarto crescente pra sempre
um constante quando
eternamente o presente você me dando
sete mil vidas
sete milhões e um poucos mais
é o que desejo e o que deseja esta noite
noite de calma e vento
momento de prece e de carnavais
noite de amor
noite de fogo e de paz.

caetano veloso cantando para a gente ouvir.


terça-feira, setembro 17, 2002
 
só pra dizer que estou viva! amo vocês.


sexta-feira, setembro 13, 2002
 
sun, ananda, lucas e júlia. flores, alegria, zés e sofia. joaquim, manoel e fernando. sol, chandra e canela.


 
o dia quebrou meu quarto em luzes. o sol entrou rachando as paredes e minha cama. e o dia-a-dia passou a ter existência dentro de mim. mesmo ali. jogada entre lençóis e travesseiros. a hora, a data, o fazer. ai, ai. que bom ter o que fazer e não o fazer. pior seria não ser nada e querer ter mãos cheias. o bom dia desce lento. e o relógio do meu quarto não pára o presente. está sempre ocupado em tricotar passados. ir.


quinta-feira, setembro 12, 2002
 
vou me deleitar com pessoa na cama. deixar-me tocar em verso. ser os olhos e os ouvidos dele. acompanhá-lo nessa noite em que me deixo só sorrir à toa.
a todos que me tem abraço longo.
beijos de sono e de paz.


 
o silêncio da noite me desacorda. e as vozes caladas remexem os meus pensamentos.
o dormir é um despertar para dentro. é uma vida inteira dentro de outra existência. quando amanheço passo a dormir para dentro.
e assim não sei se durmo ou se desdurmo. se durmo ao acordar ou se acordo ao dormir.


quarta-feira, setembro 11, 2002
 
fernando pessoa sempre me diz o que gostaria de ouvir..."passo tempos, passo silêncios, mundos sem forma passam por mim."

livro do desassossego. desamanhecer. desencanto. desalento. desamor. desejo.

segunda-feira e o dia rompeu estilhaçando a noite em céu claro e sol. e a semana existiu rápida sem que eu pudesse me dar por isso. o tempo não existe para além dele e no entanto vivo dentro do tempo, mesmo que eu caia para fora de mim. há sempre uma data para me ser. sempre uma hora para me fazer. há que viver acima do tempo. fazer dele um acessório, uma janela, um livro. deixar o tempo me viver. não viver o tempo. ele que venha até mim.

"durmo e desdurmo". pessoa de novo. a me sondar os pensamentos.

"ouço cair o tempo, gota a gota, e nenhuma gota que cai se ouve cair." pessoa. a chuva, mais do que o sol, marca o tempo em mim. é como se um relógio enorme girasse no céu e caísse em gotas de tempo. enchendo não apenas o mar de água mas o meu ser de anos. passa tempo. o tempo passa. naiana na chuva na casa em mim.


quinta-feira, setembro 05, 2002
 
faz tempo que não pouso por aqui. os dias estão sendo longos e as noites curtas demais. sei. há alguma coisa errada nisso tudo.

estive com o meu pai no final de semana que passou. a presença dele me faz lembrar que não conheço outra pessoa assim como ele. que sempre me deixou livre para ser naiana. que sempre ficou do lado das minhas escolhas. e que nunca, jamais, deixou que as suas vontades, seus interesses pessoais invadissem o meu espaço. alguém que sabe deixar livre a natureza humana. e fico pensando: um homem que nunca teve grandes amigos. sinceramente, não conheço, se há, um amigo do meu pai. um homem que saiu pouco da sua cidade. e que sai menos ainda do seu mundo dentro daquela cidade. como pode ser tão cidadão do mundo? é que ele conhece o mundo inteiro. tem milhares de amigos dentro dele. conhece mais pessoas do que posso imaginar. e pessoas com vivências completamente distintas, de mundos distantes. desde sempre vi o meu pai lendo. e a minha casa sempre foi guardadora de livros (e de vida!). na sala, pelos quartos. mas bom mesmo é espiar a mesinha de cabeceira do pai. é ali que fico sabendo por onde meu pai tem andado. com quem ele tem conversado. e nunca é um só livro. são vários, empilhados um em cima do outro. meu pai é assim. um homem comum. que acorda e trabalha e dorme e tem cachorro. mas por dentro...nossa! é a água que corre entre as pedras.


sábado, agosto 31, 2002
 
uma frase que o meu pai gosta muito:
quem anda em linha reta é trem de ferro
sou água que corre entre as pedras.
manoel de barros


sexta-feira, agosto 30, 2002
 
vontade de virar pedra do mar. e me deitar em brisa, em água, em sol e em ar.


quarta-feira, agosto 28, 2002
 

há mais naianas do que pensamentos na terra. porque os transformo em letras. e já não há porque guardá-los em mim. deixo-os soltos viajarem no mundo. e penso logo em outras coisas. e já não sou a mesma. e as naianas vão se sucedendo até virarem corpo dentro de mim.



terça-feira, agosto 27, 2002
 
para falar de amor basta senti-lo. para falar do yôga é preciso antes vivenciá-lo.


 
é plena a visão que temos do alto das coisas. naiana que voa.


 
há uma vontade em mim de deitar no chão e contar estrelas. e ter a pele quente do sol enquanto a noite me abraça. não sentir nem frio, nem fome ou sede. ser livre de desejos e medos. uma música agradável a tocar-me por inteira e só assim para ser feliz nesse momento. ponto final. que pulsa.


segunda-feira, agosto 26, 2002
 
que a noite amanheça em você.


 
quero me unir a você e me enredar no seu corpo. fazer de mim uma brisa e de você uma rosa. teremos algumas testemunhas, o que deixará ainda mais gostoso o nosso encontro. o sol, as árvores, alguns seres invisíveis. o que deixaria-nos ainda mais felizes? talvez a sensação de sermos um nesse breve e longo instante.


 
"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho a dizer." Fernando Pessoa em amora.


 
vou me transformar em prosa para você me ter. vou me fazer letra, palavra e verso. vou procurar a melhor forma para existir. assim você me come. me engole, me mastiga. mas tem que ser bem devagarinho. vá me absorvendo aos poucos, lentamente. sem pressa. há que me sentir por inteira, palavra por palavra.


sexta-feira, agosto 23, 2002

 
o tempo tem passado correndo ao meu lado. e já não o encontro sentado à beira de um rio para que possamos sorrir à toa. quarta-feira passou e a unidade se reuniu em festa sem saber. foram mais de 50 alunos no sat chakra e a noite acabou em dança. depois, na manhã seguinte, o corpo já não acompanhava a velocidade do pensamento. e o dia de ontem foi lento por fora e rápido por dentro. e aqui estou, correndo os dedos pelo teclado que é para não sumir dessa tela de vez. amora tem amor mas também há hora...


quarta-feira, agosto 21, 2002
 
estou com uma vontade imensa de sumir em forma e nome. só por uns minutos. ver o mundo sem que ele me veja.


 
frase descoberta pelo meu pai.
"não o intenso momento isolado
mas toda uma vida ardendo a cada instante."
T.S. Eliot


 
nossa mente inventa o que viver. tudo é tão mais simples. mas a paisagem interior é rebuscada. quer alimentar-se do que pensar. se estamos felizes nos bastamos. mas a tristeza nos emburrece. não a consigo viver da mesma forma que a felicidade. mas são tão parecidas... ainda hei de estar feliz triste. a tristeza não se basta. quer conforto, segurança. ela se descobre sempre culpada. quando não sente pena dela mesma. vou nutrir a minha felicidade de um pouco de tristeza. talvez assim consigam sobre-viver-em juntas.


terça-feira, agosto 20, 2002
 
há uma vontade em dizer e uma inexistência de palavras.


 
o ponto final dá uma falsa idéia de que o texto chegou ao fim. como se fosse um grão de pó. antes fosse um coração final pulsando até mesmo quando não o observamos. é que o texto continua vivo dentro do autor. tranforma-se, cresce, transmuta-se naquele que o lê. o ponto final mata o texto na melhor parte de sua vida. quando deixa o papel e passa a habitar o nosso ser.


segunda-feira, agosto 19, 2002
 
há borboletas demais em mim. um ruflar de asas incessantes. e as cores que nelas habitam trocaram de ser. passaram a me viver. vivo nelas a todo o instante.


sexta-feira, agosto 16, 2002
 
preciso não fazer nada. e no entanto, há milhares de coisas para serem feitas. até o não fazer nada é algo para se fazer. mas o melhor mesmo é a sensação de ter o que fazer e escolher o nada, o vazio. mas o gosto de missão cumprida é inefável. olhar e olhar para trás das tarefas e vê-las inteiras, perfeitamente existente no mundo do tempo e do espaço.


 
para o lucas ler e reler toda vez que amar amora:

amamos
sempre no outro
o que o outro deixa
que nós sejamos

amamos vários
e somos um
para cada um
que amamos

naiana


quinta-feira, agosto 15, 2002
 
o dia amanheceu mais cedo para mim. era quase noite e o zeca despertou comigo. continua frio por aqui e só penso na estação das flores e do calor gostoso. deve ser bom morar aonde o sol é nosso amigo todos os dias. até que hoje ele apareceu pra mim. tímido, mas tá aí. levamos sempre o mundo da maneira como o sentimos. podemos estar lado a lado agora e mesmo assim sentiremos mundos diversos. mesmo que nele nasça sol ou faça chuva. e por isso é tão bom viver através dos olhos dos outros. sempre descobriremos coisas novas e fantásticas. joão gilberto canta pra mim. e é tão bom. música que toca dentro da gente em lugares tão inesperados. existirá uma caixinha de música dentro de nós? ou seremos todo caixinha e música? no peito do desafinado também bate um coração.


quarta-feira, agosto 14, 2002
 
é noite. e fria. a cidade silencia com a escuridão. as pessoas anoitecem. dá uma vontade de atravessar esta tela e chegar ao outro lado do mundo. e tocar quem de lá me lê. a idéia de espaço já não é a mesma. encurtamos caminhos. mas continuamos sem nos tocar. quero sentir os seus olhos em mim. quero ter a sensação de estar sendo observada. não estou só. a solidão existe naqueles que não sabem se morar. quero habitar o seu ser. somente. e depois dormir e acordar.


 
porto alegre. uma cidade ao sul das coisas. me faz saudade do norte. de lugares que ainda não vi. e pensar que moramos num país extenso aonde cabem outros países. nasci em caxias. uma cidade no pé da serra gaúcha. e segui caminho em porto alegre. caxias ficou tão pequena...mas colhi vida em são paulo, um tempo apenas. o tempo pra ver que porto alegre é tão pequena...a cidade é a mesma, mas cresci por dentro. aumentei minhas paisagens, alarguei meus horizontes. conheci mais naiana através de octávios, joaquins, renatas, júlias e vanessas. e trouxe todos para cá. num vôo só. e os amigos daqui cresceram mais e mais. porque agora eles me têm com mais gente a criar naianas o tempo inteiro. e sou feliz.


terça-feira, agosto 13, 2002
 
amora é uma fruta que tem amor dentro. é a filha que ananda quer ter. já sei! amora é filha do amor. mais do que isso, é o nome dessas palavras. que passam a existir agora. nesse mundo cheio de amores.



e aqui fotos