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domingo, dezembro 16, 2007
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Na morte de Ezequiel Martínez Estrada Se o Universo fosse limitado em suas combinações, Caberia alguma esperança. Mas não há nenhuma. Por isso lhe dou esta especie de adeus, Lhe assegurando que no rio dos meus acasos, E no de muitos como eu, Há um que foi você. E é esta a única imortalidade possível: Que eu já não possa ser como era Antes de o ter conhecido e querido muito. Tudo não é mais do que um sopro: Você, eu, o universo, mas Já que existiu gente como você, É provável, bastante provável, Que tudo isto tenha algum sentido. Por enquanto já sei: não baixar a cabeça. Obrigado, e adeus. R.F. Retamar Caia Caia eternamente Caia no fundo do infinito Caia no fundo de você mesmo Caia o mais baixo que possa cair. Vicente Huidobro, Altazor "Sem poder evitar, voltou a mergulhar no terreno pantanoso das lembranças, a se perder no labirinto de uma memória frágil, e voltou a perceber que, quanto mais lembrava sua infância, mas se afastava de si próprio. Vagou um bom tempo de uma lembrança a outra, sempre viajando em círculos - começou a sentir desprezo, na hora de lembrar, pela linha reta, e preferiu vagar, pegar veredas, seguir eclipses e charadas, dar voltar infernais em círculo ao redor de sua própria memória -, e retomou, muito especialmente, a lembrança do último dia da sua vida em que fôra à escola." "Como tantas vezes na vida, há sempre um segundo drama oculto - muito mais sério do que o primeiro - escondido por trás da tragédia mais óbvia, mais visível." A viagem vertical, de Enrique Vila-Matas. a morte sempre nos causa certo desconforto. como se não soubéssemos de sua existência. por mais que o nosso próprio corpo dê sinais dela, mesmo assim, a morte continua sendo alguma coisa distante, inesperada e cruel. e passamos a sentir pena de quem morre, culpando a morte pelo sofrimento do mundo. ela é o resultado da vida. é o resultado das nossas escolhas. da próxima vez que chorar pela morte, chore pela vida que levou. quarta-feira, janeiro 31, 2007
tanto o céu quanto o mar tem os olhos teus se me perco nas nuvens é para buscar os olhos meus refletidos nos teus. segunda-feira, janeiro 08, 2007
A verdadeira viagem de descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos. Proust. sábado, novembro 11, 2006
melhor é esperar pelo nada, porque se algo acontecer, se ela voltar, se a noite chegar, se o dia raiar, terá acontecido e pronto. e não há nada que se possa fazer. e se ela voltasse depois de 2 anos? e nesse tempo tivéssemos vivido como se ela jamais voltasse? ocupando os lugares da casa que antes eram habitados por ela, sentindo sua falta em todos os cantos de mim? contar as boas novas, os acontecimentos que não tiveram seu olhar, o rumo que a vida levou. que sensação boa a de preencher meu peito com sua presença, não mais sentir-me só. porque me parece que a solidão, depois que ela foi, agora está mais presente. parece que agora a solidão ruim tem lugar cativo aqui, como ousando tomar o espaço que antes era repleto de toda gente. pois toda gente se reunia nela. é só uma imaginação, um sentimento. mas não há nada que se possa fazer. quinta-feira, novembro 09, 2006
tanto tempo de convívio com pessoas que estão sempre buscando o aperfeiçoamente em tudo o que fazem, nos deixa realmente mal acostumados. pois já não somos pessoas comuns. cada coisa que realizamos, cada palavra dita, cada relacionamento, terá sempre o acréscimo positivo de querermos aprender com tudo e como objetivo primeiro nos tornarmos pessoas mais felizes, mais realizadas. e quando deparamos com o comum, o mediano, o normal, vemos o quanto já crescemos na escala de humanidade do mundo. ah, o SwáSthya! quanta vida ganha, quantas amizades sinceras, quantas noites de verdadeiro descanso. terça-feira, outubro 24, 2006
Paciência (Lenine) Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma Até quando o corpo pede um pouco mais de calma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora vou na valsa A vida tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso tudo é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada dia mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência Será que é o tempo que me falta pra perceber Será que temos esse tempo pra perder E quem quer saber A vida é tão rara (Tão rara) Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma Até quando o corpo pede um pouco mais de calma Eu sei, a vida não pára A vida não pára não sexta-feira, outubro 20, 2006
sexta-feira, setembro 29, 2006
quinta-feira, setembro 21, 2006
arrancar do dia uma hora. desfazer o que aconteceu. acho que a vida ficou mais fácil com a tecnologia, mas também acho que acho que a vida é fácil como a tela de um computador. no entanto, ela não é. não tem tecla de retorno nem páginas seguintes. não dá para mudar de paisagem num clique nem olhar várias janelas de uma só vez. acho que a vida ficou mais dífícil com a tecnologia, porque ela, na verdade, é a mesma. nós é que nos compartimentamos. retirante é uma palavra que se mexe só de falar nela. pedra solidifica. cabide é engraçada e o céu tem sempre estrelas. existe um tempo em que o importante é o silêncio, pois gente que muito ladra, não nada. vou mudar isso ou aquilo, na fala, engessa. mudar isso ou aquilo, na vida, floresce. quinta-feira, agosto 31, 2006
quase lembro do pessoa, do rosa, do quintana. me distraio em ferreira, no cabral, no manoel. e se me falam das coisas boas, sorrio e logo me calo e escureço diante das palavras sombrias. e cada linha lida reconstruo uma vida. fui presa, fui torturada, fui castigada. feliz, infiel e destemida. percorri ruas, rios e os sertões. e em cada paisagem fui homem, mulher e indigente. e em cada parada serei alegre, infeliz e humana. quando estamos abertos para as novidades do mundo, a gente não se espanta nem arregala os olhos como se estivesse vendo fantasma; a gente simplesmente aprende. terça-feira, agosto 29, 2006
segunda-feira, julho 03, 2006
terça-feira, janeiro 24, 2006
"... Amando noites afora Fazendo a cama sobre os jornais Um pouco jogados fora Um pouco sábios demais Esparramados no mundo Molhamos o mundo com delícias As nossas peles retintas De notícias..." chico buarque de holanda quinta-feira, janeiro 19, 2006
terça-feira, janeiro 17, 2006
não é preciso ser o que não se é. gosto de me desvincular da imagem que as pessoas têm de mim mesma. quando perguntam o meu nome gostaria de dizer que não sou apenas o meu nome. e quanto ao que faço, diria que isso é apenas uma parte de mim. quando respondemos a essas perguntas, estamos criando no outro uma infinidade de paradigmas e preconceitos que muitas vezes não correspondem ao que realmente somos. definimos para o interlocutor o nosso papel social. mas não sou só isso e nem sei se sou o que pensam que sou. tenho idéias sobre as coisas, gosto de sair por aí sem hora para voltar, de comer feijão e arroz, de descobrir novos livros, olhar as pessoas na rua, de dormir com muitos travesseiros, de rir das coisas que as pessoas fazem, da pipoca feita no microondas e de tantas outras coisas que aparentemente não combinam entre si e que achamos que não cabem em uma pessoa só. fora tudo o que não gostamos. da próxima vez ei de responder: meu nome é naiana mas não sou naiana, sou isso, mas não sou só isso. será que vão me levar a sério? sexta-feira, janeiro 06, 2006
quinta-feira, janeiro 05, 2006
se o que quero é fechar não me prive do silêncio de pensar. se o silêncio não existe deixe o silêncio pra lá. se quando lá não chegar entoe uma canção de pássaros. e se pássaros não encontrar recolha em teus versos o meu olhar. domingo, novembro 27, 2005
quando já não há mais sopro de vida, mesmo assim, a pessoa não finda nem se conclui. continuamos a tecer impressões sobre ela, a colher sensações, a julgar o que não merece julgamento. quando penso nela, pensamento algum aparece. só sinto que a amo e já não sei o que pensar dela. ela fez e se desfez para se sentir amada. olhe bem o céu, quando ele escurecer toda cidade vai brilhar. inseticida-impróprio- popular. terça-feira, novembro 01, 2005
tem dias em que a gente não tem nada para dizer. deve ser porque deu falha na leitura óptica do meu ar condicionado que ventila as informações. sexta-feira, outubro 14, 2005
falta um tanto de coragem no homem. há medo da farda, do poder, da autoridade. (de uma falsa farda, de um falso poder, de uma falha autoridade.) aonde estarão os pensadores modernos? pensando em suas casas sobre a desordem do mundo. compondo músicas que ninguém ouve, escrevendo livros que ninguém entende. cadê o povo lutando pelos seus direitos? a gente olha, acha estranho tudo, mas entra no carro, volta para casa e não faz nada. e o outro também não faz nada. e aquele também não. ah, para que se incomodar? domingo, outubro 09, 2005
O seu amor música e letra: Gilberto Gil 1976 O seu amor Ame-o e deixe-o Livre para amar Livre para amar Livre para amar O seu amor Ame-o e deixe-o Ir aonde quiser Ir aonde quiser Ir aonde quiser O seu amor Ame-o e deixe-o brincar Ame-o e deixe-o correr Ame-o e deixe-o cansar Ame-o e deixe-o dormir em paz O seu amor Ame-o e deixe-o Ser o que ele é Ser o que ele é Ser o que ele é Onde quer que estejamos juntos multiplicar-se-ão assuntos de mãos e pés e desvãos do ser...Caetano Veloso domingo, setembro 25, 2005
a noite sentou-se ao meu lado e ainda que não a quisesse, veio me fazer companhia. não há silêncio no mundo e há quem silencie, mudo. a chuva, o fogo ardendo atrás de mim, o ressonar morno do cão, o remexer de cobertores entre as pernas do homem deitado, os cliques e toques da madeira da casa, o vento que sopra suas angústias e minhas saudades, o mar ao longe inventando ou mais uma onda ou menos um barco, são todos ruídos da noite, são todas as conversas entre ela e eu. nada pode ser mais barulhento do que o silêncio. acabo de fechar as páginas do livro e suas histórias mantêm-se vivas dentro da minha cabeça. Pedro Juan Gutierrez, o escritor, chegou tão próximo de mim com suas histórias quanto poderia chegar se as contasse pessoalmente. é tanta intimidade que me pergunto quantas pessoas das quais conheço já se mostraram reais. há mais realidade nos livros de P.J.G. do que nas pessoas de carne e osso. ou será que há mais realidade na vida de P.J.G. do que na vida que me interpreta? o vento intensifica seus lamentos fazendo os outros gritarem por ele. as telhas e vidros reagem com força e as árvores balançam suas folhas até que a luz da rua possa entrar e sair pelas janelas da casa como que levadas pela música. olho para todos os lados procurando um vestígio de gente, mas o que sempre encontro é o que não quero encontrar: a noite, a chuva e o vento. a felicidade, quando é felicidade, nos traz a sensação de que nunca vai acabar, mas sempre passa. a tristeza, quando é tristeza, nos traz a sensação de que nunca vai acabar e mesmo que se esconda atrás da felicidade, ela nunca passa. há sempre um resquício de tristeza, há sempre uma ilusão de felicidade. sábado, setembro 10, 2005
quarta-feira, setembro 07, 2005
leve o tempo que me leva como leve é o tema da música que me leva. às vezes e só às vezes ruído da rua ruindo o silêncio. quebra. desvio o olhar da tela e outra tela se abre. ninguém. livro alto, bolsa na favela, pássaro e memória. de quando éramos quatro. de como somos dois. da solidão de sermos só. e nada me conforta além das mãos e da companhia do deletar, salvar, copiar. são tantos os atalhos para a vida mas descobrimos logo que todos eles nos levam e nos levarão sempre para o mesmo fim. pense na falta de pontuação, coerência e gramática. depois deslize os olhos aos erros, errante nas linhas, feliz na construção. quando conseguirmos esquecer do outro, romperemos os muros que nos prendem ao cotidiano de nós mesmos. domingo, agosto 28, 2005
"Se você entender que os vivos estão sempre a um passo da morte, perceberá o que há de engraçado na sua conduta; coisa que não perceberia se não entendesse que tudo que é vivo está sempre próximo da morte. Acho que o conselho mais sólido para um escritor, entretanto, é o seguinte: procure respirar profundamente, procure sentir o gosto da comida quando ingeri-la e procure dormir realmente quando estiver dormindo. Procure estar totalmente vivo, o máximo que puder, com todas as suas energias. Quando rir, ria mesmo, gargalhe muito. Quando ficar com raiva, procure ser bom na sua raiva. Tente se manter vivo. Você pode morrer bem antes do que pensa." William Saroyan, no prefácio do seu livro O jovem audaz no trapézio voador. domingo, julho 31, 2005
depois que você foi embora, cresci de repente. me vejo sozinha pelo apartamento e nem o telefone me aproxima de você. estamos em dimensões diferentes, em mundos que não se comunicam. preciso decidir sem o seu voto. preciso me cuidar sem seus conselhos. precisei enfim crescer de repente. quem dera só mais um minuto ao seu lado. tocando sua pele, mirando seus olhos vivos. quem dera voltar no tempo e ter lhe amado mais. cuidado mais de você. ouvido mais o que tinha para me dizer. o tempo te levou, o tempo me leva. é só uma chuva de saudade que inunda a minha alma. é só um choro silencioso que espero que não ouça. pois sou feliz por ter lhe conhecido. sou grata por ter cruzado o meu caminho. tenho mais estrelas dentro de mim do que o céu em minha janela. com saudades sempre, com amor de amora. um pouco de quintana em nossos quintanares... O amor é quando a gente mora um no outro. Dupla Delícia O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado. O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada com isso. O tempo Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando você. As sereias usam fecho ecler. Despertador é bom para a gente se virar para o outro lado e dormir de novo. sábado, julho 30, 2005
O Apanhador de Desperdícios Uso a palavra para compor meus silêncios. Não gosto das palavras fatigadas de informar. Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão tipo água pedra sapo. Entendo bem o sotaque das águas. Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes. Prezo insetos mais que aviões. Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis. Tenho em mim esse atraso de nascença. Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos. Tenho abundância de ser feliz por isso. Meu quintal é maior do que o mundo. Sou um apanhador de desperdício: Amo os restos como as boas moscas. Queria que a minha voz tivesse um formato de canto. Porque eu não sou da informática: eu sou da invencionática. Só uso a palavra para compor meus silêncios. Manoel de Barros quinta-feira, julho 28, 2005
vamos fazer amor até que o dia finde, que a noite passe e amanheça em novo dia. vamos fazer amor com as ruas, pelas paredes, na casa. vamos fazer amor em silêncio, na bagunça da conversa, sozinhos. vamos fazer amor porque não há mais nada a se fazer a não ser amar. vamos nos amar em trabalho, em cinema, na mesa. vamos fazer amor enquanto papel, dinheiro e almoço. vamos fazer amor enquanto nos desentendemos, enquanto choramos, enquanto dormimos. vamos amar a chuva porque chove e o sol porque ilumina. vamos amar a colheita, as flores no campo, o trigo. vamos amar o próximo e a nós mesmos. vamos amar nossa imagem, nossa semelhança e nossas diferenças. vamos amar o caminho mais do que a chegada. e o início mais do que o meio. vamos amar sempre e mais. e o que há depois de tanto amar? amor, amor, amor. sexta-feira, junho 17, 2005
a morte é a angústia de quem vive. pena que os seres humanos não vem com data de validade. seria tão menos angustiante esperar pela morte. já vir com rótulo, informando a que temperatura deve ser mantido, do que deve ser alimentado, se deve ficar no escuro ou no dia claro. aquele que não seguisse as instruções saberia que seu tempo de vida na Terra seria menor. ah. mas não é assim. e nunca estamos preparados. ver uma pessoa tão próxima de mim perdendo vitalidade é como assistir a um filme triste da minha própria vida. já sabendo o final da história. só tenho que entender as escolhas dela, que a levaram para isso tudo. e que todo mundo tem seu tempo aqui. o dela já se vai com os dias e com as noites. e o meu tempo ninguém sabe, niguém viu, nem foi informado. quinta-feira, junho 16, 2005
terça-feira, junho 14, 2005
parece que flutuo dentro de outra realidade que não existe. me vejo no espaço por entre as ruas, nas salas e não sou eu. é só uma imagem de mim. sexta-feira, junho 10, 2005
quinta-feira, junho 09, 2005
nature boy Eden Ahbez for Moreno there was a boy a very strange enchanted boy they say he wandrede very far, very far over land and sea a little shy and sad of eye but very wised was he and then one day a magic day he passed my way and while we spoke of many things fools and kings this he said to me "the greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return." se todos estão na mesma embarcação não há motivo para pensar que com você vai ser diferente. você não faria melhor. entenda. aprendamos com a vida dos outros a sermos pessoas melhores todos os dias. quarta-feira, junho 08, 2005
quando olhamos bem de perto uma flor já não a vemos mais. não distinguimos sua forma, sua cor e sua existência no universo. é só uma quantidade de pontos coloridos. é só um perfume que sai dela, mas não se sabe bem de onde. temos que estender o olhar. olhar a flor de longe. para perceber suas formas, os detalhes que fazem dela rosa ou margarida. fique mais um pouco, observando à distância o seu mundo, os seus amigos, o seu amor. esteja fora da moldura para ver o quanto a pintura da sua vida é bela e preciosa. coloque-se ao longe e perceba como você é uma pessoa privilegiada, que tem ao seu lado gente que pensa, que fala, que ri. gente como a gente, que pode sempre nos ensinar a ser mais gente. a ser mais feliz. se todos pudessem subir à montanha, escalar o monte que clarifica as percepções, não se perderia jamais a oportunidade de estar só mais um instante do lado da pessoa amada. pertinho daquele amigo batuta. colocado aos pés do velho sábio. feche os olhos um instante. recrie por um momento sua existência e valorize cada ser humano que compartilha com você a alegria da vida. sexta-feira, junho 03, 2005
poetas loucos de cara (ver o universo sem alterar a consciência). amantes loucos de cara (gozar a vida só por amar bastante). vamos fugir. e quando a estrada findar, que estejamos sóbrios o bastante para suportar a verdade da existência. terça-feira, maio 31, 2005
a gente está todo o dia aprendendo a viver. contudo, todos os dias morremos um pouco. não importa se estamos saudáveis ou não. a morte é sempre anunciada para todos aqueles que estão vivos. é, amigo, basta estar vivo. sábado, abril 30, 2005
terça-feira, abril 26, 2005
tão bom ter amigos. a vida sem amores é possível. a vida sem amigos não é vida. aos meus amigos do coração e a todos que ainda conhecerei, dedico este dia e todos os que ainda viverei. as coisas acontecem mais rápido dentro da gente quando temos com quem conversar. as dores saram logo porque logo queremos estar juntinho de quem a gente gosta. o riso é largo para abrigar todas as conversas. e a solidão é menos triste porque nos sentimos mais humanos porque amigo também se sente só. domingo, abril 24, 2005
é difícil escrever quando parece que se está só. mais do que nunca, essa sensação me acompanha. e a triste certeza de que no fim, só resta nós dentro de nós mesmos. tenho que parar de buscar no outro o aconchego para a minha solidão. isso é um pouco cruel mesmo. existe um tempo em que as portas todas estão abertas e somos vida na vida do outro. depois vem o tempo em que as portas se fecham e já não há maneira de me sentir inteira. e por mais que tente entrar pelas janelas, já não há mais tempo. já tem outro pássaro cantando, já tem outra paisagem no horizonte. são os movimentos da vida. um dia entramos, no outro saímos. segunda-feira, abril 04, 2005
a naiana está de férias, e hoje um interino vai assumir o posto...provisoriamente, claro... hoje é só....vou falar com ela amanhã cedo e a noite novos pensamentos irão aflorar e serão aqui expostos para a galera instigante...gostaram? sexta-feira, março 18, 2005
sabe do que realmente precisamos? de um grande amigo em quem possamos confiar nossos segredos, dividir nossos medos, compartilhar de ideais e princípios. alguém que esteja ao nosso lado mesmo quando estivermos do outro lado da cidade ou do mundo. uma pessoa (porque pensar em duas é utopia demais) em quem possamos confiar plenamente e que nunca, jamais, traia a imagem que se fez dela. pensou em alguém? quarta-feira, março 16, 2005
resta em mim uma vontade de me sentir inteira. tenho o costume de me re-ver no outro. só que às vezes o outro não reflete mais o que sou (porque também reflete outros seres, sua vida, seus amores). e saio então a me procurar pela casa, que se perdeu um pouco de mim também, e não me encontro. é quando preciso encarar a mim mesma, sozinha. (no fundo, somos seres sozinhos.) é um bom momento para refletir sobre a vida, para pensar nas coisas que gosto, para redescobrir meus pensamentos. a vida vem mesmo como ondas do a-mar. sexta-feira, março 11, 2005
quarta-feira, março 09, 2005
vamos combinar o seguinte: movo a dama para esquerda e você faz de conta que não vê. você pula com o rei para direita e eu como você. difícil mesmo é encontrar alguém que seja inteiro. ao fim e ao cabo cabe encontrar pedaços de gente por aí. e por mais que vasculhe lado a lado, o corpo inteiro como um mapa, as idéias e pensamentos, sempre resta um canto escuro, uma sala fechada, uma lua minguando. porque uma parte de nós é só nossa. porque do lado de dentro é só baú. porque nem sempre o que somos pode uma dia vir à tona. me parece que para ter liberdade precisa haver um pouco de mistério. senão, perde-se a leveza do anonimato. perde-se a alma de ser somente. pois é, acho que vou me esconder um pouco, fechar algumas portas, encostar as janelas. qual a vantagem de deixar entrar se quem entra descobre logo a saída? vou me virar em labirinto. vou me fazer jogo de xadrez. na era do vídeo-clip tudo é efêmero demais, rápido demais, passageiro demais. tudo passa, tudo corre. é um vento que vira brisa. é uma onda que vira mar. é um céu que nasce azul e logo escurece. mas há em mim uma vontade do sol, da claridade, da lucidez sobre todas as coisas. de falar o que sente, de deixar-me silêncio, de ser naiana sem nome, endereço, papel. sabe? vou ler machado de assis e doroty parker para entender o teatro que é a vida. para olhar os bastidores, para entrar nos camarins, para entender o ser humano. quinta-feira, dezembro 09, 2004
descobri, insanamente, que há várias gentes dentro de mim. que se enroscam por entre meus músculos, que pínçam meus nervos, que gritam para que eu as veja. são gentes escondidas, que vivem pelos cantos do meu ser e que, de um dia para o outro, quando menos espero, saltam, brincam e me travam o movimento. são as tantas amoras, são as inúmeras naianas, que se desencontram de mim e vão dar o que sofrer para a minha pele já cansada, para os meus músculos fatigados, para os meus nervos estraçalhados. terça-feira, novembro 09, 2004
segunda-feira, novembro 08, 2004
há uma sensação de ser gente e mais nada. de ser gente e sofrer. de querer falar o que sente e de calar para sempre. há uma necessidade latente em explicar-me para a vida pela insegurança de ser quem sou, de pensar o que sonho, de andar como danço. há uma gente instável dentro de mim, que ora pensa que é e hora outra não-pensa. há uma vontade de caminhar solitária pelas ruas inundadas de sol e de vento. e de ter pensamentos tristes e de sentir muitas saudades... de querer voltar no tempo para o tempo em que se acreditava feliz. em que tudo parecia estar no lugar. mas nada estava. mas nada era. mas tudo foi. quem sabe construir outra idéia de felicidade. para descontrui-la logo adiante. para no entanto acreditar que ela pode re-existir em outro tempo. no entanto, nada vou. sigo caminhando sem muitos horizontes. como quem vive num apartamento. (nele há uma janela com jardim grudada nela cheia de margaridas amarelas e suculentas e terra para molhar e sentir o cheiro dela molhada (porque tudo é um sonho de ser gente)). quinta-feira, novembro 04, 2004
parece que nunca vou crescer. a sensação de ser adulta não vem. tenho sempre a percepção que depois de amanhã cresço. hihihihihihi. até quando? sexta-feira, outubro 29, 2004
numa manhã de sol pensar pensamentos pra sol-ar a vida. os ruídos já começaram lá fora e a cidade toda acorda. o silêncio já não é rei, e a vida já volta a ser o tempo de um dia. o que se passa dentro da gente determina a paisagem que há fora de nós. e agora já não sou parede, tenho largo o horizonte. tenho caminhos de terra para seguir, estrada, veias, alamedas. ah. sempre bom viver. ainda mais se conseguimos a todo instante sermos somente. quinta-feira, outubro 28, 2004
quarta-feira, outubro 27, 2004
dim dim, dim dim, dim dim. plac, plac. onc onc. ssssssssssssss. zzzééééééééé´. pipipipipipipipipipi. rrrrrrraaaaaaaaa. xik plec fug jum. amora me tem e eu tenho amor-a. não me culpo se guardo em mim as alegrias de uma menina. de olhar o céu demoradamente, de banhar o corpo com zelo, de cair na cama cansada de nada.viver é bom porque é bom viver. que mal há em pensar em nada, em querer ter amigos de verdade, em acreditar na bondade que tem o olhar de alguém que se ama. aiai. só pra esquecer um instante das coisas chatas da vida, da crueldade dos homens, da frieza do mundo. pelo menos um instante... quinta-feira, setembro 30, 2004
tem um instante na vida que a gente se olha e diz: terá valido a pena tudo o que fiz, sou o que gostaria de ser, ou melhor, estou feliz com o a minha vida hoje? é, ou a gente responde e modifica uma série de coisas, ou a gente sorri com um ar de era isso mesmo ou fechamos os olhos para acordar em um outro dia, numa outra galáxia. quantas coisas pequenas ou grandes você faz no seu dia para ser feliz? quantas coisas lhe fazem feliz e quantas delas são parte do seu cotidiano. não espere as férias para sorrir. não deixe para o final de semana estes instantes mágicos de alegria. deve ser muito triste fazer o que se gosta uma vez por ano, ou a cada aniversário. uma reflexão simplesmente. que pode mudar as nossas vidas por inteiro. com amora, amor. quarta-feira, setembro 15, 2004
no dia em que se cumprem anos, o mundo inteiro parece girar e, como se tivesse dedos, aponta na direção do nosso umbigo. é quando todos sorriem para você, lhe dão abraços mais fortes e demorados, beijos mais longos e preguiçosos. os amigos dizem coisas que não estamos acostumados a ouvir e todos nos fazem crer que somos seres extraordinários. é bom estar de aniversário. nos tornamos pessoas melhores, pelo menos para os outros! sexta-feira, setembro 10, 2004
e se a gente fosse o que realmente somos? e se a gente chegasse no ponto. e se a gente não quisesse ser dono de tudo? não somos livres, não somos. me deixe só. para deitar a noite. para que ela deite sobre mim o manto escuro com que esconde a verdade da luz do dia. não ter que dizer o que é óbvio. pudera eu tecer no mundo palavras de compaixão. pela vida. estou triste. etc. estou farta de tanto vazio nos olhos de quase todo mundo. dessa lerdeza em ser gente e sorrir. dessa miséria com que sobrevivem o homem e seu mundo. não temos tempo para mudar o mundo. ele nos muda. ele me ataca. me acerta.vou golpear o vento que existe dentro de mim. vou buscar palavra para soltar a amargura. vou chorar sozinha pelo homem que já não és. vou acordar tristonha e brincar no dia como quem brinca com seus cabelos. fique quieto um pouquinho. não pergunte nada. não cante. não interrompa. a minha vida. pergunte menos. faça mais. tenha bons amigos. seletos. verdadeiros. tente viver sem pensar só em si. tente fazer pelo outro o que você realmente quer. fazer. não forje amizades só para ter um dia de sol. conquiste o seu cão. reconquiste a confiança. pense menos. ame mais. e melhor. olhe nos olhos. seja um homem afinal. e tenha coragem para suportar o caminho. e viva muito. apesar de tudo e de todos. domingo, agosto 29, 2004
vasculho as minhas insensatas emoções procurando em vão compreender o que fez de mim esse instante. mas as emoções não tem fala, sentem. e esses dois verbos se cruzam, não se entendem. bem que a gente tenta elaborar um diálogo entre o que sentimos e o que pensamos. e às vezes até se tornam representações próximas do real. mas o que nos resta mesmo são apenas palavras de um lado e sensações do outro. e seguimos falando o que sentimos e não sentindo o que falamos. terça-feira, agosto 24, 2004
sou uma pequena igreja (não uma grande catedral) longe da opulência e imundície das apressadas cidades - não me preocupo se os dias mais breves se tornam brevíssimos, não tenho pena quando sol e chuva fazem abril a minha vida é a vida do ceifeiro e do semeador; as minhas orações são as orações da terra onde desajeitadas lutam (encontrando e perdendo e rindo e chorando) as crianças cuja qualquer tristeza ou alegria e meu tormento e meu aprazimento à minha volta surge um milagre de incessante nascer e glória e morte e ressureição: sobre o meu ser adormecido flutuam flamejantes símbolos de esperança, e eu acordo para uma perfeita paciência de montanhas sou uma pequena igreja (longe do alucinado mundo com o seu enlevo e angústia) em paz com a natureza - não me preocupo se as noites mais longas se tornam longuíssimas; não tenho pena quando a calma se torna canto de inverno a primavera, ergo a minha espiral diminuta para o misericordioso Ele Cujo único agora é para sempre: permanecendo erecto na verdade imortal da Sua Presença (acolhendo humildemente a Sua luz e orgulhosamente as Suas trevas) e.e. cummings segunda-feira, agosto 16, 2004
quisera eu e não o tempo que quando o(u)vi pela primeira vez houvesse casado esses dois tempos quisera estar nesses dois momentos em uníssimo dentro de um só instante para completar meus olhos de música para encher com a tua presença os meus ouvidos sábado, agosto 14, 2004
quinta-feira, agosto 12, 2004
"sabe o que é melhor que ser bandalho ou ser galinha? amar.o amor é a verdadeira sacanagem." tom jobim Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta: outra parte se espanta. Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente. (...) [ Traduzir-se, de Ferreira Gullar ] terça-feira, julho 06, 2004
Cobra Coral Caetano Veloso sobre poema de Waly Salomão Pára de ondular, agora, cobra coral: a fim de que eu copie as cores com que te adornas, a fim de que eu faça um colar para dar à minha amada, a fim de que tua beleza teu langor tua elegância reinem sobre as cobras não corais quinta-feira, julho 01, 2004
sexta-feira, junho 25, 2004
vamos ver horizontes? não tenha paredes nos olhos. nem teto sobre a cabeça. que os braços possam tocar a brisa dos montes claros. de um salto descaia no nada. e noutro alcance o vento. se subir chegue mais próximo do céu. ao descer, o longe é paisagem. atrás sem portas. dos lados nem janelas. ao fundo, horizontes. quarta-feira, junho 23, 2004
tenho nó de ser desvairada. tenho pó daqueles que não sabem amar. resto de dor, metade indo embora, outra parte guardada. as revistas não dizem, reclamam. o som é silêncio, buzina. a cidade saiu foi passear na praia. e o microfone é baixo para tanta voz que ecoa. têm dias em que tudo está diferente. que o mundo responde aos nossos olhos como se não nos visse. é quando a gente sente que ser sozinho não é estado, é inerente ao ser humano. solidão me acompanha. às vezes nem a vejo. às vezes a reconheço. nem sempre quando escrevo sou naiana que fala ou sente. também imagino outras formas de ser, de pensar e de sentir. se falo que não tenho voz, tenho miséria, não é porque sinta ou seja isso. é porque dentro de mim, ecoando em ouvidos internos, essa construção soa bem. só isso. o poeta é um fingidor (fernando pessoa). sexta-feira, junho 11, 2004
não tenho voz. tenho miséria. um pouco de mim em cada canto do dia. um papel velho, amassado e comido pelo tempo. quarta-feira, junho 09, 2004
terça-feira, junho 08, 2004
você é dono do seu dia. que coisa maravilhosa isso. saber que se estamos tristes é porque assim o queremos. se chove em nossas cabeças é que temos cabeça para isso. se somos flores foi porque flores quisemos ser. que se faz sol dentro da gente é porque nossa vontade foi a de ter sol apenas. não lamente pelo dia. lamente pelo que você fez ou não dentro dele. faça flores. faça amigos. faça amores. e leia amora. sexta-feira, abril 30, 2004
não significa que estarmos infelizes separados seremos felizes juntos (acho que é isso!) fragmentos de um texto do Emile Ajar, escritor que desconheço, de um livro que não sei qual é. são frases que meu pai vai me alimentando, gota a gota, para que eu pense sobre elas e sobre elas na minha vida. todas conclusões minhas. pode ser que meu pai apenas queira alegrar os meus olhos com palavras bem escritas, ou que queira encher os meus pensamentos com os pensamentos dele. não sei. que meu pai, por manifestação da sua expressão pessoal, jogue no ar palavras de Emile Ajar para que caia em algum lugar. pode ser tanta coisa. pode ser nada. é que estava aqui a pensar nas frases essas, como chegaram até mim e como chegarão até você. estão. terça-feira, abril 27, 2004
é.. o sabor da vida é apenas para os loucos... ficaste louca pos causa daquele que amas? não é necessário ter uma razão para se ter medo Emile Ajar, pseudônimo de Romain Gary. segunda-feira, abril 12, 2004
espero que um dia a sua verdade e a minha verdade possam conviver lado a lado. (seria o fim das guerras?) quarta-feira, abril 07, 2004
do que a vida é feita senão de momentos de alegria e momentos de tristeza? há que mudar a paisagem interior para alguma coisa de belo e agradável. deixe com que as fotografias tristes estampem outros lares, outras casas, outros seres. a vontade é de enlaçar a minha mão com a sua e sair dançando cidade afora. meu desejo é ficar livre dos condicionamentos dos outros e viver apenas. bom seria, né? só viver a cada instante o instante que me aparece. segunda-feira, abril 05, 2004
o dia que nasce sempre anuncia o começo de uma nova vida. mesmo que ela se torne entediante até a noite. mesmo que o meio do dia nos pareça o meio da vida. a manhã sempre será um florescer de idéias e nos levará a sentir que tudo vale a pena, que tudo vai dar pé, que tudo é interessante. deixe com que a manhã tome conta do seu dia. permita sentir até a noite que a sua vida re-começa agora... sexta-feira, abril 02, 2004
quero conseguir ver o fundo. do lago. das coisas. de mim. há um não existir logo ali. existirá um canto para mim? a lua pinta os meus cabelos de luar. e tudo o que é passado vem passear nos meus fios de pensamentos. já não tenho idéias, tenho emoções. estou cheia delas. e tudo some enovoado por elas. esqueço um pouco de mim. esqueço um pouco de viver. e no meio do dia, lembro que tenho saudades de quem está ao meu lado. esqueço um tanto de todo mundo. só para sentir essa tristeza que me invade, que me tira a noite e que enche o meu dia de trabalho. as músicas me parecem tristes por que as ouço pela paisagem que trago dentro de mim. e é só. que me sinto. quinta-feira, abril 01, 2004
Etc. Caetano Veloso Estou sozinho, estou triste etc. Quem virá com a nova brisa que penetra Pelas frestas do meu ninho Quem insiste em anunciar-se no desejo Quem tanto não vejo ainda Quem pessoa secreta Vem, te chamo Vem etc. quarta-feira, fevereiro 25, 2004
enquanto a cidade retorna, caminho entre as árvores da rua. o sol, o vento e as pedras. como é bom viver. segunda-feira, fevereiro 23, 2004
a cidade silencia enquanto os tamborins ecoam em algum lugar do país que não aqui. as ruas estão de férias e as árvores, flores e folhas, respiram ar puro. o telefone não toca, os carros não buzinam e, na rádio, o radialista é uma gravação. aonde estará você? portas cerradas, luzes das estrelas na noite, janelas escuras. as pessoas todas combinam de sair de um mesmo lugar e irem para outros mesmos lugares nos mesmos dias nas mesmas noites. elas se encontram fora das cidades e transformam lugarejos em... cidades! engraçado isso. levam as cidades para fora delas e criam, em pequenos lugares, grandes cidades. o ser humano é mesmo estranho. segunda-feira, fevereiro 16, 2004
terça-feira, janeiro 27, 2004
segunda-feira, janeiro 26, 2004
a cidade grande é um abismo que me vê passar. cada apartamento esconde uma vida. uma dor. uma agonia. estaremos, no fundo, sempre sós. a cidade tem cores e voa. ela tem céu e é cinza. tenho pernas para vê-la. terei ouvidos para não ouvi-la? que ruído terá a minha cidade? com quem compartilho o meu dia de sons e de paisagens. quinta-feira, janeiro 22, 2004
há dias em que o espelho existe para lembrar que a gente existe. aahh...que susto! quando do outro lado não há nada... quarta-feira, janeiro 21, 2004
assistir a um filme no cinema é uma experiência íntima. é quando vivenciamos uma porção de coisas com outras pessoas. é quando somos um pouco daquilo tudo. nos transformamos em personagens, compreendemos outros modos de vida, somos heróis, bandidos, fracassados, desbravadores. e tudo mais o que quisermos ser. deve ser por isso que as cenas de sexo incomodam algumas pessoas, que ficam desconfortáveis por estarem ali, dividindo a cama com outras 200 cadeiras lotadas. 21 gramas é um filme que fala da vida, apesar de vermos nele tanta morte. é que são duas coisas que caminham juntas. há uma cena em que, no mesmo instante, alguém morre para que outro viva. fala de mais coisas além disso. o de vivermos este pequeno instante como se ele fosse o último (tema tão banal, mas que toma outra grandiosidade nesse filme). fala de regenaração moral, fanatismo. nos faz mais tolerantes mesmo que haja, no filme, tanta incompreensão. a disfragmentação das cenas reflete bem o que se passa com os personagens, que estão segmentados, buscando algo que os ligue à vida. o mundo gira para que as pessoas se encontrem do outro lado do mundo.<em> quinta-feira, janeiro 15, 2004
segunda-feira, janeiro 12, 2004
quinta-feira, janeiro 08, 2004
quando você diz o que ninguém diz quando você quer o que ninguém quis quando você ousa lousa para que eu possa ser giz quando você arde alardeia minha teia cheia de ardis quando você faz a minha carne triste quase feliz zeca baleiro, em skap (1993) terça-feira, janeiro 06, 2004
Só (Luiz Melodia/Perinho Santana) Tava naquela que dá dó Olhando a lua andar só Gota de chuva, nota dó Sinto o tempo descontente ao redor Como o puro alimento dessa horta Mesmo se tudo juntar por aí Em nós, o só há de sempre existir quinta-feira, outubro 30, 2003
" você me pergunta por que eu me recuso a comer carne. eu, de minha parte, fico assombrada de você ser capaz de colocar na boca o corpo de um animal morto, assombrada de você não achar horrendo mascar a carne mutilida e engolir os sucos de feridas mortais." Plutarco. quarta-feira, outubro 29, 2003
fez o tempo que não aportasse por aqui. é obra dele estar escrevendo hoje. estou na minha terra que me fez gente pela primeira vez. olhando a biblioteca ampla do meu pai e espiando a vida com os olhos da minha mãe. o pai emprestou-me um livro que reforça a minha convicção de escolher os bichos somente como amigos e amigos a gente não come! o livro chama-se A vida dos Animais e o autor é J.M. Coetzee. a editora é a companhia das letras. boa leitura! terça-feira, outubro 07, 2003
quero deixar aqui palavras para alegrar o san. ele nasceu há poucos dias de alguns anos atrás. ele tem beleza, porque é belo. ele tem força, porque é forte, ele tem luz, porque é sol! e vai deixando um pouquinho de si por onde passa. seus raios alcançam vôo até pousar em noronha, sua próxima viagem. lá tem tanto sol que san voltará mais brilhante. e ele tem muitas pessoas que o amam. e por isso é feliz! amor, san, a gente tem de sobra, fora da lógica, dentro da gente. com amora para sempre em você. sábado, outubro 04, 2003
quarta-feira, outubro 01, 2003
quero deixar no mundo só pensamentos de cor e luz. só ver o sol quando há sol e só gostar da chuva quando chove. domingo, setembro 28, 2003
hoje é o aniversário da menina que nasceu no dia em que a Terra foi mais feliz. ela tem vento nos cabelos e talvez você a conheça. senão, tristeza. não conhecer cabelos aos vento é não ter pássaros com quem brincar. deve ser triste isso. ela é a mão que brinco na areia. ela é a fôrma em forma de estrela. ela é a água salina no céu azul. ela tem verde e anil, violeta e amarelo. a minha vida tem mais brisa porque ela existe. a minha existência tem mais cor porque nela habito. os olhos dela são grandes e escuros. e tem cabelos negros e longos. ela tem o poder de uma chama. a beleza de uma águia. o amor de ser grande. a profundidade de um oceano e a mágica presença da lua. nanda nua anda ananda. feliz aniversário! (sou mais feliz porque você me existe). sábado, setembro 27, 2003
segunda-feira, setembro 22, 2003
vem molhar meu colo vou te consolar. joana francesa. quem me enfeitiçou. chico buarque. geme de preguiça e de calor. já é madrugada. acorda, acorda, acorda. a vida é real. e nela cabem todos os sonhos que quisermos. porque a vida é um sonho. e nela cabem todas as realidades que imaginarmos. eu imagino que a vida seja como um livro. cheio de palavras, páginas e contracapa. com personagens, idéias e momentos. sou leitora da minha própria existência. e cada vez que abro o livro da minha vida, leio coisas diferentes das que antes eu tinha lido. e se alguém descobre o meu livro, acaba lendo outras coisas além daquelas que estão escritas. porque numa mesma vida existem diversas realidades. nada mais. estou com sono, mesmo ouvindo joana francesa. quinta-feira, setembro 18, 2003
preciso dizer qualquer coisa. que é para continuar a existir por aqui. mas posso ainda estar calada. para firmar minha existência no silêncio. posso qualquer coisa. porque o dia é como se fosse uma vida inteira. quinta-feira, setembro 04, 2003
Fadas Devo de ir, fadas Inseto voa em cego sem direção Eu bem te vi, nada Ou fada borboleta, ou fada canção As ilusões fartas A fada com varinha virei condão Rabo de pipa, olho de vidro Pra suportar uma costela de Adão Um toque de sonhar sozinho Te leva a qualquer direção De flauta, remo ou moinho De passo a passo passo Luis Melodia segunda-feira, setembro 01, 2003
a nanda, menina que anda e anda repleta de ananda, me falou de um filme que tinha visto. (quando compartilhamos experiências permitimos que o outro viva o que já vivemos, dividimos e acrescentamos vivência no universo e já não preciso assistir ao filme porque já o tenho, através dela, dentro de mim) bom, o filme dizia que a morte é uma promessa. algo que não existe ainda. como o futuro que parece estar logo ali, mas não existe deveras. o que seremos amanhã? estaremos juntos? seremos amigos, amantes? nada importa porque nada existe além desse instante. e seríamos mais felizes se tocássemos o mundo com a delicadeza do presente, que pinta nossa vida e a recria a todo momento. nada somos do que já ia. tudo é. o que será não é a felicidade, é incerteza. porque a dúvida se podemos viver a alegria de sermos o que somos agora? e cuidado com os pontos finais. morte prematura dói mais. segunda-feira, agosto 25, 2003
tenho amor no nome. e na fala. " se falo de amor não é porque saiba o que é, mas porque sinto" (mais ou menos fernando pessoa, porque estou a alguns passos dele, e porque ele dorme na estante do meu quarto e agora só tenho de sua poesia seu ritmo, sua graça). você pode olhar para o céu agora e verá que ele continua no mesmo lugar. o que mudou foram os seus olhos. o céu esteve lá o tempo inteiro. mas antes nele era dia, agora bate lua. ontem pintou nuvens, hoje clara o sol. antes chovia, depois arco-írisou. e você nem me viu em pôr-do-sol. pára o raio. paira o sol. guarda a chuva. gota a gota. amamos sempre no outro o que o outro deixa que nós sejamos amamos vários e somos um para cada um que amamos quinta-feira, agosto 21, 2003
" o tempo é um mestre-de-cerimônias que sempre acaba por nos pôr no lugar que nos compete, vamos avançando, parando e recuando às ordens dele, o nosso erro é imaginar que podemos trocar-lhe as voltas." saramago tempo tempo tempo. cada segundo um tempo. cada letra mais tempo. um olhar outro tempo. um piscar tanto tempo. nem pensar perde tempo. tempo tempo tempo. voltar atrás é mais tempo. buscar o tempo perdido é perder mais tempo. inventamos o tempo e a todo instante ele nos reinventa. sem tempo não há história. com tempo há memória. dentro dele cabem dores, alegrias e vitórias. fora dele o mundo gira. mas nada há fora dele...tempo tempo tempo. me liberte de suas mãos. me afaste de tuas rugas. aproxime o destempo de mim. passatempo. passahora. passaboiada. passamora. terça-feira, agosto 19, 2003
eu tenho um casaco colorido e um sorriso branco. mas tenho também um tênis azul muito mais bonito do que todos os tênis azuis de todos os países. e ainda tenho a melhor amiga do mundo que também tem um tênis azul, o segundo tênis azul mais bonito do mundo. hehehehehe. quinta-feira, agosto 14, 2003
segunda-feira, agosto 11, 2003
domingo, agosto 10, 2003
também estive triste. com olhos distantes de mim. procurando por um tempo que não existe. será mesmo que a vida passa pela gente? ou será que somos nós que passamos por ela? nem sei. tive vontades, nesse dia, de estar em lugar nenhum. de caminhar na direção do nada. de percorrer caminhos sem fim. desejo de nada desejar. ah, um vazio. mesmo assim olhei o sol e a cidade lá do alto. olhei o céu no meio do dia e ao final da tarde. tive lua cheia e nuvens cor de rosa. uma paisagem fora de mim para acompanhar o que se passa aqui dentro. também tive companhia, mesmo que a solidão desse ares de existir por entre os vários pensamentos. e é só. sábado, agosto 09, 2003
amora tem muitas coisas e tem saramago a contar-lhe coisas da vida, que é para entender melhor o mundo e as pessoas: " até mesmo os ânimos mais fortes têm momentos de irresistível fraqueza, que é quando o corpo não consegue comportar-se com a reserva e a discrição que o espírito levou anos a ensinar-lhe." e para compreender ainda mais: " saberíamos muito mais das complexidades da vida se nos aplicássemos a estudar com afinco as suas contradições em vez de perdermos tanto tempo com as identidades e as coerências, que essas têm obrigação de explicar-se por si mesmas." não olhemos nos outros somente a fraqueza. além dela sempre existirá um homem forte. não somos o resultado de um momento, somos a confluência de todos os instantes. a vida não é feita de ações coerentes. " de perto ninguém é normal (caetano)". só que talvez passemos uma vida inteira ao lado de uma pessoa e ela não nos mostre seus medos e fraquezas, não se deixe aparecer através da incoerência. e teremos as conhecido deveras? ninguém é coerente o tempo todo, ninguém é forte a vida toda. a não ser que o seja sem que vejamos. portanto, saibamos não julgar, mas compreender. tentemos não criticar, mas absorver. façamos da vida um aprendizado de si mesma. com seus vendavais e dias de sol. a vida é assim. sexta-feira, agosto 08, 2003
passou o dia por mim. e nele a história já feita. com seus segundos em meus ponteiros. ele foi lento. arrastado. vagaroso. o meu pensar nele. o fragmento que segue é de autoria de j. saramago e diz uma verdade doída: "...e agora queria recuperar o tempo perdido, palavras estas insensatas entre as que mais o forem, expressão absurda com o qual supomos enganar a dura realidade de que nenhum tempo perdido é recuperável, como se acreditássemos, ao contrário desta verdade, que o tempo que críamos para sempre perdido teria, afinal, resolvido ficar parado lá atrás, esperando, com a paciência de quem dispõe do tempo todo, que déssemos pela falta dele." só o presente existe. se perdemos o tempo ou se nos perdemos nele, paciência. o passado que um dia se tornou presente, existiu para marcar no tempo sua história. e fatos a gente não muda. eles estão lá, nos olhando com olhos arregalados como a dizer, ei, eu vivi naquele dia e posso fazer-te relembrar que... mesmo que o esquecimento queira logo manchar o passado com seus véus que não resistem ao vento. vento que move o passado entre rajadas até nos mostrar tudo outra vez. viver é isso. quinta-feira, agosto 07, 2003
continuo a me ver no último post. mesmo que o dia de hoje tenha me trazido suas ventanias, mantenho em mim a vontade única de ser somente. quinta-feira, julho 31, 2003
tenho o dia livre para ser qualquer coisa. mesmo que a vida queira qualquer coisa de mim, serei apenas aquela que acorda para o dia! a manhã acordou gelada aqui no sul. e o amanhecer foi mais longo. minha cama tinha garras e meu coberto amarras. mas não há nada a fazer contra o tempo que escorre pelas pontas de um relógio. e quando a hora já ia lutei contra a noite que me agarrava sem saber. e aqui estou. com o silêncio de um dia que começa. os prédios hoje bem que poderiam agachar-se ao redor de mim. para que o sol pudesse chegar sem fronteiras. pudesse tocar a cidade como a água que cai morna e murmurante. queria tanta coisa. porque penso e se não pensasse talvez não quisesse nada além da minha cama. você saberá o que é o amor? é não estar só. é mudar a vida do mundo só porque em ti habita o amor. é não ter tristeza que não cesse. amora tem amor. no nome. tem amor em amora. o amor mora em amora. ora é amor ora é amora. quero te abraçar em palavras. vou te amar em letras. meu verbo há de tocar os seus olhos. e seremos amantes então. daqueles que brilham na escuridão. áh! amar com o corpo, em pele, em fibra. perder a razão, esquecer os papéis na estante, romper os limites de ser corpo. feche os olhos do mundo. tenha olhos como estrelas. deixe que o amor vibre pelo peito, que escorra pelo sangue, que aqueça o seu ventre. ame. somente. nada mais há que fazer. segunda-feira, julho 28, 2003
Onda O corpo coberto por ela Não sabe das outras atrás - Somente conhece aquela Que sobre ele se desfaz. Pedro Amaral nada como esquecer o passado. nada como vivenciar a onda que quebra sobre nós. " Ela não se aventurou perto da minha mesa, mas fiquei satisfeito. Não venha imediatamente, Camilla; deixe-me ficar sentado aqui um pouco a me acostumar a esta rara excitação; deixe-me a sós enquanto minha mente viaja pela infinita beleza de sua glória; deixe-me um tempo comigo mesmo, para ansiar e sonhar de olhos abertos. Ela veio finalmente, trazendo uma xícara de café na bandeja. O mesmo café, a mesma caneca marrom lascada. Veio com os olhos negros e mais abertos do que nunca, caminhando para mim com pés macios, sorrindo misteriosamente, até que achei que ia desmaiar com a batida do meu coração. Quando parou ao meu lado, senti o ligeiro odor de sua perspiração misturado com a limpeza ácida do seu guarda-pó engomado. Aquilo me desarmava, me deixava estúpido e respirei pelos lábios para evitá-lo." Arturo Bandino, por John Fante em Pergunte ao pó. estar em são paulo é estar entre amigos. é sentir que o mundo é grande e que nunca estarei só. é ter abraços e carinhos. é não querer voltar. é ter estrada e caminho. estar em são paulo faz com que muitas coisas fiquem pequenas e que tantas outras cresçam de tamanho. é ter olhos sem horizonte. é ter mãos que nada alcançam. é ver como o mundo pode ser imenso. como as coisas podem ser largas. é perder espaço. é me perder sem saber. é ter casa, abrigo, morada. é não ter fim. é não ter céu. é não saber o que é silêncio. estar em são paulo é perder hora. e ganhar distância. quinta-feira, julho 24, 2003
ontem sonhei que dividia a minha cama com os sonhos de outro alguém. que me enlaçava em braços e pernas com nuvens e que sorria dormindo. sonhei ainda que o meu sonho acordava em beijos e abraços com os sonhos dele. corri pela cama porque me tornei pequena e abri todos os livros da estante para voltar a ser grande. quarta-feira, julho 23, 2003
nunca esqueça de ser mais do que ontem. lembre sempre de ir além e de jamais voltar atrás. tenha horizontes e idéias ao vento. tenha uma fernanda na sua vida e um travesseiro de penas. habite o seu quarto com seres de outro mundo. duendes, fadas e gnomos. tenha também muito bichos espalhados pelo seu mundo, para que durante o sono eles possam viver os seus sonhos. no meu quarto tenho sete borboletas, uma mariposa, joaninha, gafanhoto, cachorro, gato, elefante, lagarto e flores. uma cama grande para que caibam todos os seus sonhos (e os de mais alguém) e um cobertor macio. livros por todos os lados para que você possa viajar bastante, sempre que quiser. para que conheça muitas pessoas diferentes, para que possa ser mendigo e princesa, ladrão e presidente. depois, feche os olhos quando a lua estiver cheia e alta. estenda os braços para o céu e seja mais feliz do que já é. terça-feira, julho 22, 2003
não sei ao certo o que foi feito do meu dia. a chuva no tempo e as horas molhadas. a cor desse dia é chumbo. mas a cor do meu dia é sol. teve flor e mar. teve vento e poesia. terá lua e estrela. mesmo que caia do espaço gotas de mais chuva. segunda-feira, julho 21, 2003
vamos fazer amor. vamos fazer amora. não quero ter planos de ser nada hoje. especialmente hoje não tenho metas nem objetivos. quero só viver. como o faria se não tivesse nada para pensar. e não tenho o que pensar porque não quero pensar em nada. vou me diluir em sensações para esquecer que sou. vou me refazer em emoções para lembrar quem sou. abrirei as janelas do meu ser e então a noite terá por onde entrar com suas estrelas e seus cometas distantes. poderei me deixar levar por um reino distante. poderei voltar para a cama num mergulho profundo. porque hoje não tenho planos de ser nada. nem a hora nem o tempo poderão querer ser em mim caminho que tem fim. hoje tenho só horizontes! sábado, julho 19, 2003
mar sobre o céu. cidade na luz. mundo meu canção que compus. mudo tudo agora é você. a minha voz que era da amplidão. o universo da multidão. hoje canta só por você. minha mulher, meu amor, meu lugar. antes de você chegar era tudo saudade. meu canto mudo no ar faz do seu nome hoje o céu da cidade. lua no mar, estrelas no chão. aos seus pés entre as suas mãos. tudo quer alcançar você. levanta o sol do meu coração. já não vivo nem morro em vão. sou mais eu porque sou você. minha mulher, meu amor, meu lugar. antes de você chegar era tudo saudade. meu canto mudo no ar faz do seu nome hoje o céu da cidade. caetano veloso. sempre amar. trazer sempre o mar para dentro e para fora de tudo. deixar com que amantes se amem. olhar o amor com igual amor. morrer por amar demais. sofrer só se for por amar de menos. ter amor de sobra. há mar em tudo. amaré sempre. sexta-feira, julho 18, 2003
o dani borges, meu aluno, soprou isso para mim e achei tão lindo e com tanto bháva que transcrevo aqui para que todos possam ser dani que ama. Passei aqui só pra dizer... Dizer que hoje amo muito E como muito é imensurável, Eu te amo muito demais. Passei aqui só pra dizer... Que teus gestos e movimentos Me encantam e a todos ao teu redor. Então calado, digo coisas mais. Passei aqui só pra dizer... Que te encontrar, onde quer que seja É sempre um transbordo de alegria E só, não estarei jamais. Passei aqui só pra dizer... Que o que fazes pelos outros É de tão grande nobreza e valor Que pagar-te, talvez não seja capaz Passei aqui só pra dizer... Que mesclam-se sentimentos e me confundo. Se escrevo a mim, ao Mestre ou a Nai, não sei. Talvez sejam os mesmos, e só na evolução, desiguais. Só pra dizer... terça-feira, julho 15, 2003
estórias também tem continuação. como filme que acaba para iniciar uma segunda parte. é isso. a segunda parte do meu filme. amora parte II. tum tum tum. pá. hihihihihihih. hoje o dia acordou manso. fui ouvindo os sons vagarosamente. meus pensamentos aos poucos se memorizaram. vieram assim ecoar em mim. e eles já não me pareceram tão graves, agudos, retumbantes. tudo pela manhã é manso. não tem a gravidade da noite. vou seguir por essa estrada que me leva para nada. porque de nada sei para aonde ela me leva. a noite caiu sobre mim como uma pedra. abaixo dela só um corpo amassado, inerte, disforme. uma parte do meu mundo acabou. como estória que tem fim. uma estória bonita, é verdade. o que me deixa feliz é saber que estórias acabam no papel mas continuam a existir dentro da gente. segunda-feira, julho 14, 2003
História de uma gata Enriquez - Bardotti - Chico Buarque/1977 Para o musical infantil Os saltimbancos Me alimentaram Me acariciaram Me aliciaram Me acostumaram O meu mundo era o apartamento Detefon, almofada e trato Todo dia filé-mignon Ou mesmo um bom filé...de gato Me diziam, todo momento Fique em casa, não tome vento Mas é duro ficar na sua Quando à luz da lua Tantos gatos pela rua Toda a noite vão cantando assim Nós, gatos, já nascemos pobres Porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás De manhã eu voltei pra casa Fui barrada na portaria Sem filé e sem almofada Por causa da cantoria Mas agora o meu dia-a-dia É no meio da gataria Pela rua virando lata Eu sou mais eu, mais gata Numa louca serenata Que de noite sai cantando assim Nós, gatos, já nascemos pobres Porém, já nascemos livres Senhor, senhora ou senhorio Felino, não reconhecerás quando eu era pequena, o céu era mais importante. e as conversas dos adultos não me interessavam. hoje olho pouco para o céu e falo das mesmas coisas que meus pais falavam. sempre levamos conosco pedaços de gente grande. e sempre descobrimos uns recantos de criança. o dia fez frio dentro de mim. fiquei ouvindo o som dos ventos. senti até que o sul do mundo pode às vezes me habitar. caminhei pelas ruas quando o sol já não estava mais (e ele não está em mim faz tempo). olhando as luzes do início da noite sem identificar nenhuma. olhando as pessoas pelas ruas sem ver o rosto de ninguém. dando passos estreitos e lentos que é para o dia passar logo por mim. tive vontades de nem ser. me recolho entre as paredes do meu ser, entre as portas da minha casa. que é para ver se o calor chega. vou fechar todas as cortinas, vou apagar as mensagens, vou trancar as portas. e só. quinta-feira, julho 10, 2003
Mandei plantar / folhas de sonho no jardim do solar / as folhas sabem procurar pelo sol / e as raízes procurar, procurar... Caetano Veloso Não se pode escrever sobre as verdades últimas, não se pode dizer exaustivamente como é a realidade; só se pode assinalar, para que os demais possam chegar a ela por si mesmos. A missão do mestre é contagiar seus discípulos com esse afã de realidade, para que eles se lancem, mediante penoso exercício à conquista da realidade mesma." Platão, carta VII, 341. Luciano diz: Então escrevo aqui: "Não sei se sou uma flor rara, mas planto minha semente nesse jardim. Nesse lugar me sinto muito feliz. Ser iluminado por esse sol, me traz alegria, felicidade e mais vontade de viver." luciano lima, diretamente do meu jardim! terça-feira, julho 08, 2003
a cor marrom é sabor azul é letra vermelho caneta branco é tudo preto ausência verde comida rosa céu amarelo vida laranja fernanda guardar, guardar, guardar... guardar uma coisa não é escondê-la, no cofre não se guarda nada. no cofre perde-se a coisa de vista. guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser iluminada por ela, estar por ela ou ser por ela. antônio cícero. amora saiu para colher flores. com os olhos fitos ao longe todas elas lhe pareceram belas. enquanto a distância se estreitava, a multidão de cores e formas diminuíam. e todas elas que antes lhe pareciam belas não tinham perfume. faltava-lhes a alma. e assim passou a vida toda. sempre buscando as flores raras. e que sorte dessa menina. criou um jardim das espécies mais belas. o jardim é pequeno mas o seu amor por elas é imenso. às vezes amora exagera e dá muito sol quando deveria dar nuvens. mas o mais importante é o amor que ela sente. que mesmo sob um sol escaldante ou sob um dia chuvoso haverá o seu amor para dosar a vida. segunda-feira, julho 07, 2003
Paisagens, quero-as comigo. Paisagens, quadros que são... Ondular louro do trigo, Faróis de sóis que sigo, Céu mau, juncos, solidão... Uma pela mão de Deus, Outras pelas mãos das fadas, Outras por acasos meus, Outras por lembranças dadas... Paisagens... Recordações, Porque até o que se vê Com primeiras impressões Algures foi o que é, No ciclo das sensações, Paisagens... Enfim, o teor Da que está aqui é a rua Onde ao sol bom do torpor Que na alma se me insinua Não vejo nada melhor. Fernando Pessoa domingo, julho 06, 2003
tenho tanto a dizer e tenho tanto o que calar. poderia falar sobre o amor. poderia dizer o quanto amo. poderia chorar entre as palavras até molhar os seus olhos. mas não. vou falar de paisagens. que quando o tempo está para chover os olhos escurecem e os cabelos encrespam. quando tem sol meu peito se abre e quero deitar em qualquer canto para colher os raios para afogar meus pensamentos. a chuva caindo fora de mim faz de mim um poço. e que quando faz frio gosto de sentir calor e quando faz calor gosto mesmo é de sentir frio. quinta-feira, julho 03, 2003
quarta-feira, julho 02, 2003
retorno aos poucos para as palavras. mesmo que elas continuem a fugir de mim. pergunte ao poh? pergunte a arturo bandini o que é escrever. abra sua vida. deixe-se ver. e é soh. terça-feira, junho 24, 2003
sexta-feira, junho 20, 2003
espero o fim do nosso amor como quem espera a morte. próxima e distante. certa e ausente. precisa e inesperada. quarta-feira, junho 18, 2003
pensei ter visto, entre os olhos da noite, você arrancar um pedaço de si. sonhei também que te tinha ao meu lado durante o sono e a vigília. te ouvi descer os degraus da escadaria, romper a porta, sumir com os ruídos da cidade. quedei macia nos travesseiros da noite, acomodando o meu corpo no cheiro do quarto. no meio do sonho, acordei tristonha, a procurar teu pedaço que pensei ter ouvido cair ao meu lado. era tarde da noite, era a madrugada em silêncio e eu te lendo, sorrindo em memória, colhendo graciosa uma parte de ti. terça-feira, junho 17, 2003
disponho estas letras no papel como se nelas abrisse o meu próprio corpo, portas e janelas, sótão e jardim. preencho o papel com as letras que sou agora como as roupas do dia. a paisagem de dentro que se abre para fora. temos num beijo a sensação do todo como se nele habitasse o corpo inteiro como se nele a consciência se recolhesse para sentir o beijo as portas abertas e fechadas a paisagem que entra e sai no abrir dos olhos no fechar das bocas o beijo que tudo toca a um só toque que tudo colhe que tudo sente. há tanto o que combinar a música, a leitura e o dia a palavra ouvida, sussurrada e sentida o medo da vida e o desejo em todo o momento de existir inteiro há o desejo do desejo as viagens, os caminhos e o retorno a roupa, o cheiro e a noite a palavra falada, dita, proferida o medo da morte e o desejo em todo o momento de existir inteiro há o beijo que gira em braços há pernas que tolas amarram-se umas nas outras há tanto o que combinar ele a ela e ela a ele a sede, a fome e o descanso. quem gosta de poesia que, como pipoca pula na frente da tela, deve ir até www.cabelosaovento.blogger.com.br quem gosta de saudade, amor e pureza deve ir até www.1meninoso.blogger.com.br quem gosta de amor que dói, de saudade sentida e de felicidade conquistada deve ir até www.bonecasfalantes.blogger.com.br quem gosta de variedades, declarações, fotos e verdades deve ir até www.oct.com.br/blog quem gosta de momentos, de viagens e de amigos deve ir até www.viaeterea.blogger.com.br quem gosta da gente deve ir até www.riobranco.blogger.com.br a júlia quer saber quando irei escrever novamente no amora. é que às vezes as letras até existem, mas teimam em se unir umas nas outras. mas eu tento, eu me esforço. poderia falar do dia em porto alegre. (sempre quando não temos o que dizer acabamos falando do tempo). faz muito frio aqui e me espanta saber que em noronha faz verão o ano inteiro. morar no sul do país é saber tomar sopa de madrugada só para esquentar os pés. é se unir em harmonia com as pernas de alguém. estar onde estamos nos faz ser mais frios e mais quentes. tudo ao mesmo tempo. uma vontade de ficar grudado no primeiro que aparece. de usar toca e manta amarrada ao pescoço. meias longas e grossas e muitos cobertores à noite. morar no sul do mundo faz nos sentir na beira de um rio. no topo de um monte. no fim de um caminho. por aqui ninguém passa. por aqui todos vêm para ficar. porque somos estrada para poucos lugares. porque estamos muito próximos do fim. quando alguém aparece por aqui vindo de outro lugar é porque queria. não há viagens por acaso para o sul do mundo. lugares de passagens até que podem ser bons. mas sempre existirão pessoas errantes, perdidas. como marinheiros, piratas e ciganos. aqui não! há mais terra nas pessoas, mais afinco, mais raízes. tudo porque moramos no sul do mundo. domingo, junho 15, 2003
para ser feliz bastará pouca coisa. uma paisagem com horizonte já é bastante. a chuva depois do sol e o sol depois da chuva. para ser feliz um segundo importante. um beijo inesperado e um sorriso ao longe. uma noite de sonho e um amanhecer risonho. para ser feliz será preciso muito pouco. uma palavra de amor, uma carta que chega distante, uma saudade, um cheiro. sábado, junho 14, 2003
sexta-feira, junho 13, 2003
VENTANA SOBRE EL CUERPO La Iglesia dice: El cuerpo es una culpa La ciencia dice: El cuerpo es una máquina La publicidad dice: El cuerpo es un negocio El cuerpo dice: Yo soy una FIESTA De " Las palabras andantes" de Eduardo Galeano, (escritor uruguayo que me gusta mucho) natalia aramburu falando... linda. maravilhosa. terça-feira, junho 10, 2003
quero viver num eterno poema. sem rima, sem forma definida. uma coisa qualquer no papel. às vezes com vírgula, não raro um ponto. quero me olhar entre as palavras e só ver letras caídas, largadas, dispostas uma ao lado da outra. para parecer que não penso nisso. que as palavras saem correndo de mim. nada de linhas retas, de regras, de normas. só o respirar momentâneo das frases proferidas. só o sentir quase disforme dos meus pensamentos. não quero entender de eclipse, relâmpago, trovão. não me interessam as últimas teorias sobre a formação do universo. prefiro não saber da noite mais do que a escuridão que cai fechando as casas ao apagar do sol, ao brilhar das luzes. não pretendo saber mais das formigas, dos tigres, das aves migratórias do que suas breves existências. saberão eles de mim? e se estudassem o que sou, se lessem livros sobre a humanidade? compreenderiam o que é o amor? poderiam sentir a nossa felicidade? saberiam o gosto que tem um acordar longo, um beijo morno, um palpitar diferente? então, me diga, pra quê? por que tanta informação vazia, reta, retilínea? para conhecer o universo na sua essência bastará parar o pensamento. há que buscar transformar-se nas coisas da natureza. aí sim poderei dizer tudo o que sei, porque terei sido. não uma informação sem aura, mas uma sensação profunda do que é ser. de verdade. segunda-feira, junho 09, 2003
não venha me dizer como se formam as estrelas. nem quero saber porque a lua brilha tanto. quando a chuva cai imagino uma nuvem gorda, cinza, deixando escapar a água por entre as frestas das janelas. não procuro saber o nome das flores nem a rota dos pássaros. sexta-feira, junho 06, 2003
Viver na plenitude é surfar os limites, até os da própria morte" ( Timothy Leary) Posted By: kid foguete 5/30/2003 6:56:04 AM kid foguete é um amigo que tenho. que me ensinou a ter gosto pela leitura. quinta-feira, junho 05, 2003
Janelas Abertas Caetano Veloso Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro Percorrer correndo, corredores em silêncio Perder as paredes aparentes do edifício Penetrar no labirinto O labirinto de labirintos dentro do apartamento Sim, eu poderia procurar por dentro a casa Cruzar uma por uma as sete portas, as sete moradas Na sala receber o beijo frio em minha boca Beijo de uma deusa morta Deus morto, fêmea língua gelada, língua gelada como nada Sim, eu poderia em cada quarto rever a mob’lia Em cada um matar um membro da fam’lia Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia O que aconteceria de qualquer jeito Mas eu prefiro abrir as janelas Pra que entrem todos os insetos quarta-feira, junho 04, 2003
palavras de amor em amora...hoje é meu aniversário! Parabéns Nai, que este dia seja muito lindo, colorido e cheio de sorisos... Beijos do outro lado do mundo, de quem tem muita saudade, e te admira um montão Posted By: Le 6/4/2003 11:51:19 AM a sua casa é um castelo, cheio de príncipes e princesas. vc, rainha naiánanda. ele é cheiroso e colorido. na unidade rio branco todos te amam e admiram. portanto, esteja sempre aqui! beijocas e feliz aniver. Posted By: pequena 6/4/2003 9:22:52 AM Feliz aniversário Nai. Seja feliz. Viva a mulher que você é. Viva naiana. Viva! Comigo. Viva. Posted By: San 6/4/2003 4:40:38 AM segunda-feira, junho 02, 2003
não tenho lugar pela casa. as roupas já não se parecem comigo. não há aonde sentar. a cama está vazia. o sofá não tem mãos. a geladeira é fria. nem os livros estão lá. fecharam-se para mim. e só encontro sossego na tela vazia. nas palavras que saem de mim. mas quero paz. domingo, junho 01, 2003
sábado, maio 31, 2003
brincar com as palavras do coração é como mexer em um ninho de formigas basta tocar e tudo muda, tudo se move a paixão sai por cada canto, por cada fresta não há arestas na mundo do amor não há nexo, nem sentido nas palavras do que é sentido apenas som... desejo e tesão sexo, sem nexo, sem pensamento apenas sentimento e sensação... de um autor anônimo. que é meu amigo. mora dentro de mim. e que às vezes surta em palavras. e vem reviver em amora. troque de língua com a minha. vamos desalinhar nossas bocas. não mais dois lábios sérios. nem mais um sorriso. uma coisa qualquer que não se entenda. teu cheiro, suor e saliva. talvez te olhe. quem sabe escureça. teremos mãos? estaremos sóbrios? desejo uma estrada perdida em teus pensamentos. na qual possamos ser andarilhos a vasculhar o tempo. sexta-feira, maio 30, 2003
estou encerrada em mim mesma. e quero ultrapassar a minha pele, os meus poros, os meus limites físicos. então corro de mim, por entre as idéias e pensamentos. me acabo em outro ser, a vivenciar outro corpo, a respirar outro alento. depois volto, caio em mim. mas trago-te junto. entre células que já não são só minhas. vasculho o meu corpo e te encontro sempre. na escuridão de ser dentro. na vastidão de ser fora. vamos partilhar meus pensamentos. venha dormir as minhas idéias. vá e volte. e fique. quinta-feira, maio 22, 2003
há uma vontade de ser só. e somente. como quem nasce para uma nova vida onde todos os rostos são estranhos. olhar o mundo com os olhos de uma criança desavisada. não saber os porquês nem desejar desvendá-los. não ser. só existir. não ter o que representar. nem o que pensar. ser como uma flor, amanhecer em árvores, entardecer na primavera. só sentir vento, só chorar de chuva, só cair de velha. domingo, maio 18, 2003
sábado, maio 17, 2003
Ai Se Sesse (Zé da Luz) Se um dia nós se gosta-se Se um dia nós se quere-se Se nós dois se emparea-se Se jutim nós dois vive-se Se jutim nós dois mora-se Se jutim nós dois drumi-se Se jutim nós dois morre-se Se pro céu nós assubi-se Mas porém se acontece-se de São Pedro não abri-se A porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice E se eu me arrimina-se E tu com eu insinti-se Prá que eu me arresouve-se E a minha faca puxa-se E o bucho do céu fura-se Távez que nós dois fica-se Távez que nós dois cai-se E o céu furado arria-se E as virgem todas fugir-se estou cansada. de sentir as mesmas coisas. de ter que entender. estou farta de compreensão. a compaixão também enche o saco. será que não podemos inverter tudo isso? quarta-feira, maio 14, 2003
terça-feira, maio 13, 2003
As vacas voam sempre devagar Porque elas gostam da paisagem. Porque, para elas, o encanto único de uma viagem É olhar, olhar... Mário Quintana domingo, maio 11, 2003
vamos fazer amor. que é para matar a fome. deixa eu fazer assim, dobrar os laços do fim. dispôr os livros na janela. permitir que as letras derramem a água dos teus pensamentos tolos. corremos na direção dos que já não vão. olhe as escadas como se olhasse uma passagem. lembre-se da infância de quem já não é. descaia. desmanche o nó. palavra vão de amor. descabe cão. dizer que cala, falar que sente, chorar de raiva, engolir-se inteiro. puxar os pés. morangolando. entre as pernas sem pêlos. mãos vazias. deixar o corpo formar paisagem. quatro, lado, vire, aberta. estender cabelos. encolher idéias. abrir pernas. abraçar as costas. esconder-se dela. desvestir. desbeleze. desça. acenda. e abra todas as janelas. Quem somos? Todas as nossas carteiras de identidade são falsas. E a primeira curiosidade de quem morreu é saber qual é mesmo o seu verdadeiro nome. Mário Quintana Coisas do Tempo Com o tempo, não vamos ficando sozinhos apenas pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros. Mário Quintana Jardim Nutrir um sentimento Como quem a uma planta, Ou algo assim: Dar-lhe de beber, Cuidar, podá-lo E remediá-lo de seu fim. Pedro Amaral Deve-se aprender a viver por toda a vida e, por mais que tu talvez te espantes, a vida toda é um aprender a morrer. Sobre a brevidade da vida. Sêneca A Oferenda Eu queria trazer-te uns versos lindos... Trago-te estas mãos vazias Que vão tomando a forma do teu seio. mário quintana quinta-feira, maio 08, 2003
perpetuar. o nada. esquecer. de tudo. acolher flores. para o café da manhã. comermorar na mesa. e nas casas. maçãs. em caixos. borboletrar. de um lado ao outro. de mim. perder a hora. que já ia. no templo do dia. acordar sononhando. deixar de ser. amorrer. quinta-feira, maio 01, 2003
vamos passear pelo amor-a. ficar no a, embalar-se em m, morrer em o, rir no r e amar em a. só. o resto é chuva. é frio. é nada. domingo, abril 27, 2003
a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer. até parece frase de criança, mas é do querido mário quintana. não convivo bem com a mentira. não gosto. não aceito. a verdade, por pior que ela seja, é mais fácil de aceitar. com um pouquinho de tempo, as verdades já não incomodam mais. mas a mentira...essa não. ela já nasce uma mentira. é difícil aceitar. é incômodo e cruel. a mentira nos dá dois trabalhos: aceitar o por quê da mentira e ainda entender a verdade que nela se esconde. quarta-feira, abril 23, 2003
chega de tristeza. depois de um choro longo nada melhor do que rir encolhida na cama. abraçada em um travesseiro gordo, cheio de penas. olhando para os livros que mudos parecem falar o tempo inteiro. há que ter livros dentro de mim. clarices, pessoas e fonsecas. quero descobrir o que há por trás e além de mim. quem me habita, enfim? se você sabe quem eu sou fale bem alto para que eu possa me ouvir. até que o eco preencha o som da minha vida... segunda-feira, abril 21, 2003
carandiru. um submundo que nós aprovamos. assim, embaixo dos nossos olhos, milhões de pessoas vivendo em condições precárias. eu, você e o seu melhor amigo pacifista, apoiamos que, depois de metralharmos os pobres com o consumismo desenfreado, eles trabalhem horas a fio para receberem um salário mínimo que não dá conta nem da cesta básica e, quando eles assaltam aqueles que podem comprar, matam sem piedade o primeiro adolescente alfabetizado com o tênis mais caro, nós os jogamos em uma jaula suja, com dezenas de outros presos, sofrendo humilhações e, às vezes, ainda os matamos, só pra variar um pouquinho. e isso não é guerra? não parece que enlouquecemos as pessoas para depois as isolarmos do mundo "normal" e assim, quando conseguem sobreviver a tudo, retornam ao nosso mundo, mais desajustadas ainda? e isso é vida? quinta-feira, abril 17, 2003
que os meus olhos possam continuar a ver as pessoas e o mundo sem barreiras. que a compaixão possa sempre me ter mesmo que desapareça no resto da humanidade. quarta-feira, abril 16, 2003
aquele lugar há de me habitar sempre. os habitantes da ilha continuam a povoar os meus pensamentos. ontem, ao deitar, ainda pude sentir a vontade de estar lá. como se não fosse natural que estivesse aqui. há muito o que ser em noronha. a natureza inteira parece viver lá. quando passeava pelas praias daqui pensava estar muito próxima da natureza. em noronha você não está próxima da natureza, você é a própria natureza. os bichos convivem ao seu lado por toda ilha. há sempre uma companhia. um ruído, um vôo, uma surpresa. há muita vida em noronha. terça-feira, abril 15, 2003
amora agora tem mais vida, tem mais amor. o tempo em fernando de noronha passou longamente por mim. e parece que meninei. ao mesmo tempo que o tempo me fez mais natureza, mais menina, fez de mim mais ser que sabe viver só. e é bom ser uma menina valente, que mergulha fundo e que sabe voltar. domingo, março 23, 2003
de novo sumi de amor-a. é que com o novo blog da unidade, acabo passando todo o meu tempo por lá. e hoje me deu uma saudade de ter letras em amora. de ser não eu mas só palavras. deixo que meus dedos se movam sem destino, como um passeio de bicicleta sem rumo em que escolhemos as esquinas e as retas de acordo com a vontade daquele exato instante. o sol aparece tão lindo em porto alegre acompanhado de uma brisa gostosa. o sol como um carinho; a brisa, um abraço. como é bom viver e ter amigos para viver junto da gente. amo o domingo, contrariando a todos. é um dia em que estamos livres. em que podemos ser o que quisermos. até mesmo a mesma pessoa dos dias da semana. e dormir e chorar de saudade de coisas que nem bem sabemos o que é. de escutar caetano bem alto que é para os nossos ouvidos serem só letra e melodia. de tomar chimarrão sem roda. dia de dormir muito, de sonhar sonhos longínquos. dia de tomar banho de água longa. de passear com o zeca a passos lentos. esquecer do tempo, do relógio, de atravessar a rua. como isso tudo pode ser ruim? ainda tem o olhar o céu, o sol morrendo, as flores vivas, as folhas caídas. para mim o domingo é uma cama grande, com lençóis macios tocados de raios de sol da manhã que se estende até o final do dia. terça-feira, fevereiro 25, 2003
temperatura em porto alegre 24 graus. já nasceu sol, já choveu e agora o céu se viu cheio de nuvens. manhã popular brasileira. leão, monte, veloso. que bom ouvir a voz do rádio. dezenove para as nove. já quis ser locutora. escritora. poetisa. teve uma época que queria ser somente leitora. ficar lendo, lendo a vida toda. me encher de palavras. mas aí, pensei que pudesse ficar muito branca, gorda e de óculos. com os ombros doloridos, com a testa cheia de rugas. continuo lendo, mas não somente. nada nada deve ser muito. há uma medida exata para tudo. fm cultura. domingo, fevereiro 23, 2003
o bom mesmo é viver sem explicar porque se vive. será por isso que mais e mais pessoas vivem sozinhas? viver, simplesmente. sexta-feira, fevereiro 21, 2003
tive um sonho lindo esta noite. era mar, eram penhascos, era eu voando de um lado ao outro. olhando o céu, as ondas, as pedras. também amando. sonhando... quinta-feira, fevereiro 20, 2003
quarta-feira, fevereiro 19, 2003
Querido Mestre. Escrevo-lhe para dizer o quanto é grande a sua presença dentro de mim. O quão diferente é a minha vida só por ter lhe conhecido. Nem lembro da Naiana sem você. Desde sempre o seu nome povoou as minhas histórias. Não havia como falar da vida, da natureza, das relações humanas sem que citasse o seu nome. E aquilo foi crescendo tanto na minha vida que, quando vi, passei a ensinar os outros como fazer para te conhecer. É lindo ver os nossos alunos aprendendo o discipulado, conhecendo a si mesmos através do seu trabalho. Não pode haver no mundo profissão mais nobre do que esta: ensinar o outro a ser somente. Há amor demais naquilo que você faz. Há vida no que ensina. Há mais verdade em você do que no sol que vejo se pôr. Obrigada por existir dentro de mim. Agradeço a sua presença nos meus sonhos, em pensamentos, na memória. Que bom dormir e acordar ao seu lado. Obrigada por ter despertado a mulher que sou. Agradeço ainda os tantos amigos leais que tenho, tantas amizades sinceras cultivadas através do seu trabalho. Terá mesmo como agradecer alguém por ter vida? Sim, agradeço ao meu Mestre por existir tanta vida circulando dentro de mim. Amo você. Com amor e estrelas, feliz aniversário. naiana quinta-feira, fevereiro 13, 2003
domingo, fevereiro 09, 2003
respondo ao ultimo chamado com demora. ele leva, alem de mim, todo o tempo silencioso. migrou de lah a bela paisagem da lagoa. nos vi morro, areia e mar. aprendemos, todos os dias, a sermos ceu, arvore, vento e luar. ceu, arvore, vento e luar aprendem logo a ser gente. e o universo cresce um pouco de ter florido na terra a gente e o ceu e a arvore e vento e o luar. vento leva cancoes daqui, vai, leva o vvvvvvvvvuuuuuuuuu do vento aqui. pensamento que por um momento vem para lembrar que o dia eh azul como voce e eu na beira do mar. naiana. " desfruta-se o que eh convencional, sem critica-lo; critica-se o que eh novo sem desfruta-lo." walter benjamin sexta-feira, fevereiro 07, 2003
vidas secas. o sertão nordestino nas palavras de graciliano ramos. baleia, a cachorra que é mais gente do a gente daquele lugar. migram, sofrem, somem aos poucos. presos na caatinga, entre os mandacarus e xique-xiques. entre o sol e a seca. entre a fome e a esperança. a inércia de estarmos presos por uma linha, por um tempo, num espaço. quarta-feira, fevereiro 05, 2003
Não o intenso momento isolado, mas toda uma vida ardendo a cada instante" ( T.S. Eliot ) - beijos Posted By: nestor alberti 1/9/2003 4:21:04 papi, amo você. quarta-feira, janeiro 08, 2003
voltei. a rotina ainda nao se fez de toda em mim. e aos poucos nao retorno a nada. recrio os meus dias. e assim sou feliz. sexta-feira, dezembro 20, 2002
sábado, dezembro 07, 2002
os dias têm passado correndo por mim. as pessoas vão ficando para trás do meu dia. como se estivessem no outro lado do planeta. em algum lugar aonde ainda é madrugada. não esqueço o seu nome nem o seu amor. também me lembro de frases, de dias e paisagens. tenho saudades de algumas coisas. tenho vontades de chorar pela pessoa que nunca mais foi. mas nada no mundo é a mesma coisa. nada. porque as pessoas e as relações o seriam? tudo passa tudo sempre passará. a vida vem em ondas como um mar..num indo e vindo infinito. a família muda, os amigos já não são mais os mesmos. o namorado é novo mesmo sendo antigo. os amores passam. as viagens mudam. a forma de ser pessoa não é a mesma. uma metamorfose de mim mesma. uma transformação em segundos. o que fui o que sou já não importam mais. o presente nunca poderá ser retratado. as fotos serão sempre velhas fotos retratando velhos momentos. as palavras tornam-se documento de idéias passadas. os princípios e uma lápide. a memória é um baú. e que meus velhos amigos me leiam para me dizerem palavras novas. faça assim, clique no soprar dizer e me diga! pombas, como blasfemaria o pai antigo de uma sempre nova aluna...amo vocês (agora!). ninguém não mais diz. ninguém nunca mais falou aqui. protesto o silêncio. manifesto a minha vontade de ouvir o seu dizer... domingo, dezembro 01, 2002
eu vi um menino bonito andando entre os pingos da chuva. sonhei enquanto dormia. limpei a casa durante a música. colhi memória através da janela. e foi só. falei duas palavras até agora. o nome do zeca. e o convite para passear. hoje quero mais é ouvir. sábado, novembro 30, 2002
sábado de sol em porto alegre. no final do dia, uma brisa gostosa no corpo enquanto o zeca olhava para o chão. eu olhava para o céu e ele para a grama. caminhávamos na mesma direção mas cada qual com seu olhar. uma tristeza pequena misturada com uma alegria também pequena. como viver mais esse dia? como ser feliz até o anoitecer? quarta-feira, novembro 27, 2002
terça-feira, novembro 26, 2002
os dias vao passando apressados ao meu lado e eu nem sei quem sou. os dias quentes e eu quente num dia assim. ha paisagens quentes dentro de mim. lugares longinquos em que nunca estive. mas calidos como o dia de hoje. pensamentos cheios de calor. e um pouco de amor dentro deles. os dias vao passando apressados ao meu lado e eu nem sei quem sou. os dias quentes e eu quente num dia assim. ha paisagens quentes dentro de mim. lugares longinquos em que nunca estive. mas calidos como o dia de hoje. pensamentos cheios de calor. e um pouco de amor dentro deles. segunda-feira, novembro 18, 2002
a chuva caiu do céu, como era de se esperar. e faz a gente repensar o dia. quais caminhos seguir. qual a hora de voltar. adoro a palavra coisa. ela é como um controle universal. serve para tudo. uma palavra simples e larga. coisa, veja só. qualquer coisa. todas as coisas. aquela coisa. coisa é uma coisa. que pode ser tudo e nada ao mesmo tempo. e o dicionário confirma: aquilo que existe ou pode existir. tudo. e o nada. domingo, novembro 17, 2002
A Nai deixou eu escrever no seu blog! Fiquei tao honrado que parei na frente do teclado e estagnei. O que escrever? Ela diz tudo o que se deve dizer. Lisonjeado, emocionado, apaixonado...so posso dizer que e tudo viver ao seu lado. Nao consigo. Nada do que eu diga descreve o que significa estar ao lado de Naiana, dia-a-dia, noite-a-noite...Entao voce que le o blog dela, jamais, perca a oportunidade de estar perto dela. So assim sabera o que eu estou tentando dizer. Com amor. San. porto alegre 32 graus. a praia ficou mais longe de repente. a cidade se fecha em apartamentos e shopping centers. o melhor lugar aqui eh o ar condicionado. a melhor praia? 500 quilometros daqui. fazer o que? o lago guaiba, que jah foi rio, estah perto e sujo. e gente como a gente vai ao cinema e a um bom restaurante. quarta-feira, novembro 13, 2002
ontem escrevi horas. mas na hora de postar, pau. falava sobre a verdade. e me lembrava da vanessa e eu em sao paulo namorando uma luminaria que dizia o significado de verdade. s.f. conformidade com o real; exatidao, realidade. 2. franqueza, sinceridade. 3. coisa verdadeira ou certa. terah surgido a verdade do verbo ver? pode ser. no dicionario nos remete a palavra veritate, do latim. vou la olhar! so um pouquinho...nao diz nada nao. ver, em latim eh veris. quem sabe, na sua origem. prefiro pensar que sim. ver-dade. ver-dadeiro. ver-ossimilhanca. pense nisso e depois me diga. soprar dizer. beijos. segunda-feira, novembro 11, 2002
amora anda sem "ora". está só com am... mas está com saudades de pintar por aí. e ser amora de novo. com amor e tudo. vê se diz pra mim. com amor. sexta-feira, novembro 08, 2002
porto alegre faz calor e sol. o dia alimenta a vontade de estar livre. estou feliz aqui e feliz por ter estado em são paulo. rever pessoas queridas, das quais gosto muito. estou correndo agora. de um lado para o outro da unidade. e deixo um beijo a todos que passarem por aqui. amora e paz. quinta-feira, outubro 31, 2002
a hora passa e a chuva acompanha. o dia é cedo. ou o dia é tarde. depende da noite. do sono. tenho uma saudade em mim. um amor grande. uma distância de presenças. o espaço é outro. o tempo é o mesmo. mas chove aqui dentro de mim. quero logo ver o sol. clarear tudo dentro aqui. secar a chuva. deitar e dormir. mais e mais feliz. quarta-feira, outubro 30, 2002
as palavras somem nesse momento. tenho apenas noticias daqui: o curso de extensao com o mestre de rose pela universidade federal do rio grande do sul, dia 23 de novembro deste ano (prepara-se e venha, ligue para a nossa unidade, reserve sua vaga e o seu cantinho em porto alegre), a minha ida para sampa nesta sexta (estou chegando ai!), os festivais de saqua e bahia se aproximando, o sandro que esta de ferias curtindo uma praia, o zeca aqui ao meu lado dormindo e a unidade la longe me esperando. terça-feira, outubro 29, 2002
tenho um sono de dormir longo tempo. de deitar o pensamento. e de não escrever e de nada fazer. só nada dormir...zzzzzzzzzzz. segunda-feira, outubro 28, 2002
as coisas que aí estão não existem para fora de nós. até podemos concordar que aquela árvore tem a copa verde, mas com certeza discordaremos do resto. o relógio que está no meu pulso não é o relógio tal qual ele existe. é a visão que tenho dele. a sua existência real desconheço. é mesmo engraçado. tudo o que conheçemos não existe... sexta-feira, outubro 25, 2002
so pra dizer que a vida e isso mesmo. uma revoada de passaros. um mar sem ondas. tire seu corpo dai. va ser em algum lugar. mas seja puro. seja inteiro. como a lua que inteira brilha sobre as aguas. umbeijoatodos que conhecem o amor de amora. quinta-feira, outubro 24, 2002
soprar dizer. letícia. tiago. alessandra. júlia. fernandas. lucas. sandro. oct. vanessa. diego. joaquim. paula. dani. nestor. há mais alguem do outro lado dessa infinita janela? sopra e diz. E! o sol! Passou correndo por aqui. Vontade de preencher o universo com palavras vazias. Imagine... Poder colher qualquer amontoado de letras. Que estivessem soltas pelo espaço. Voando por entre nossos olhos E assim, num momento esse, agarrá-las de supetão. Ou não... tê-las suavemente como se concedessem a tomada de suas formas. e dessa forma enchê-las de nós mesmos. Parir palavras para preencher planaltos. Gerir idéias e rir como quem ri de si mesmo. ando colando poesias que se escondem entre os arquivos desse meu computador. Uma perda e dois pontos É assim a sensação de tornar-se vazia. Um espaço longo entre duas palavras. Um ponto e uma vírgula. Um ponto e uma pequenina tristeza. Que logo passa. Só é preciso passos largos. E o tempo passarela num segundo O vazio se enche novamente. De qualquer coisa. Mesmo que seja aquela. Magricela tristeza. quarta-feira, outubro 23, 2002
o soprar dizer e uma brisa que traz a sua mensagem ate mim. experimente. e so pousar a sua vontade sobre ele. estive fora por uns dias. fora de muitas coisas. talvez ate de mim mesma. mas ha o momento de ir e voltar. sempre. mesmo que eu nesse instante nao saiba se vou ou se fico. o mestre carlos cardoso esteve em mim por esses dias. sua presenca me preenche, me encerra. como a visao de um nascer do sol. ele e lindo mesmo. sua visita na nossa unidade ontem modificou alguma coisa por la. deixou nossos ouvidos cheios de mais vida e de mais amor. disse pra ele: obrigada por vc existir, por ser. apenas. e ao olhar para todos que la estavam a expressao era a mesma. de satisfacao, de plenitude. de sentir que aquele ser acrescentou amor em nos. isso sim e viver. |
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